Alemanha congratula-se com o apoio da China ao quadro de reestruturação da dívida do G20

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A Alemanha congratulou-se com a demonstração de apoio da China ao quadro de reestruturação da dívida do G20 para os países mais pobres, numa declaração conjunta após o diálogo financeiro em Frankfurt neste fim-de-semana.

“Congratulamo-nos com o facto de o lado chinês também se ter comprometido com isto na nossa declaração conjunta, porque as soluções são inconcebíveis sem a China como um actor tão importante na política mundial”, disse o Ministro das Finanças alemão, Christian Lindner, no domingo, 01 de   Outubro, após o encontro que manteve com o Vice-Primeiro-Ministro chinês He Lifeng.

Nenhum dos dois forneceu mais pormenores sobre as regras dos planos de reestruturação e a declaração conjunta não forneceu dados específicos., de acordo com a Reuters.

Em Abril, uma havia dito  à Reuters que se esperava que a China deixasse de exigir que os bancos multilaterais de desenvolvimento partilhassem as perdas com outros credores nas reestruturações da dívida soberana dos países pobres.

Neste domingo, 01 de Outubro, não ficou claro se isso chegou a acontecer.

Alguns países, como a Alemanha, têm argumentado que, sendo a China, de longe, o maior credor de muitos países altamente endividados em África e na Ásia, Pequim deveria fazer concessões para acelerar a reestruturação da dívida.

Durante as conversações de domingo, a Alemanha e a China mostraram também a sua determinação em alargar as oportunidades de acesso ao mercado entre os dois países.

“Isto cria oportunidades em ambos os lados para um comércio e investimento mais responsáveis”, disse o Ministro das Finanças alemão, Christian Lindner, no domingo 01/10.

Representantes de alto nível dos bancos centrais e das autoridades de controlo dos dois países participaram no terceiro diálogo financeiro entre Berlim e Pequim, bem como representantes de empresas.

“É importante para mim sublinhar que, pela primeira vez na história do diálogo financeiro, criámos uma mesa redonda financeira com representantes de importantes instituições financeiras e empresas privadas”, afirmou Lindner.

Lindner propôs o aumento da frequência dos diálogos financeiros entre a China e a Alemanha, para que estas reuniões se realizem anualmente em vez de dois em dois anos, uma vez que ambos os países pretendem progressos mais rápidos. “Em política, dois anos é muito tempo, mas em questões financeiras, dois anos é uma eternidade”, disse Lindner.

A reunião teve lugar em Frankfurt, uma vez que a Alemanha pretende reforçar ainda mais esta cidade como um centro europeu de serviços financeiros, afirmou o Ministro das Finanças.

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