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Brasil: “ Loucura” do etanol de milho está prestes a acabar, diz um grande produtor

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  • Os preços mais baixos dos biocombustíveis estão a limitar os novos projectos
  • O boom do milho obrigou recentemente as fábricas de cana a produzir mais açúcar

O boom do etanol de milho que remodelou a indústria brasileira de biocombustíveis está perto do fim, de acordo com a São Martinho SA, um dos maiores produtores do combustível no país.

A fraqueza dos preços está tornando mais difícil para as empresas continuarem investindo em novas usinas de etanol, disse o director financeiro da São Martinho, Felipe Vicchiato, aos investidores na sexta-feira, 09 de Fevereiro. A empresa produz etanol a partir da cana-de-açúcar e recentemente inaugurou uma nova usina de milho, mas o executivo disse que os planos de expansão para o milho não são mais económicos.

“A conta simplesmente não bate”, disse Vicchiato. Ele acrescentou que a produção de etanol de milho ainda crescerá em cerca de 2,5 mil milhões de litros nos próximos anos, à medida que alguns dos investimentos anunciados recentemente começarem a aumentar.

A perspectiva pessimista é uma grande mudança para o Brasil, um país que viu recentemente uma explosão de usinas de etanol de milho tomar conta de uma indústria que era tradicionalmente dominada pela cana-de-açúcar. Isso prejudicou os resultados financeiros das usinas de cana, que passaram a produzir cada vez mais açúcar.

A rentabilidade das fábricas de etanol de milho também está a ser afectada pelos preços mais baixos do DDGS, um subproduto do etanol de milho utilizado na alimentação animal. As recentes quedas nos custos do farelo de soja ajudaram a baixar o preço desses produtos, acrescentou Vicchiato.

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