
Chapo Apela a Investimento Africano na Logística do GNL e Reforça Parceria com Ruanda
Presidente da República destaca oportunidades em sectores estratégicos e sublinha a importância de parcerias regionais para garantir benefícios locais dos megaprojectos.
- Presidente Chapo convidou empresários de Moçambique, Ruanda e de África a investirem na logística do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bacia do Rovuma;
- Projecto liderado pela TotalEnergies está orçado em 20 mil milhões de dólares e permanece suspenso desde 2021 devido a ataques terroristas em Cabo Delgado;
- Cadeia de valor inclui sectores como agricultura, energia, logística, digitalização, turismo e agro-processamento;
- Chapo alertou que, sem preparação africana, os recursos financeiros poderão regressar ao exterior;
- Mesa Redonda em Kigali reforçou a irmandade Moçambique–Ruanda e explorou sinergias no quadro da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apelou a empresários moçambicanos, ruandeses e de toda a região para investirem em parcerias estratégicas que assegurem a logística e os serviços associados ao projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bacia do Rovuma. O estadista fez o apelo em Kigali, Ruanda, durante uma Mesa Redonda de Negócios que reuniu empresários dos dois países no contexto da sua visita oficial ao país.
O projecto de GNL, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, é liderado pela TotalEnergies e encontra-se suspenso desde 2021, na sequência do ataque terrorista contra a vila de Palma, em Cabo Delgado. Chapo sublinhou a necessidade de preparação africana para garantir que os benefícios da exploração de recursos naturais se traduzam em oportunidades concretas de emprego e investimento local.
“Trata-se de um exercício logístico de grande escala, como o de alimentar cerca de 20 mil trabalhadores na fase de implementação. Se não nos prepararmos, estes recursos financeiros regressarão ao seu ponto de origem, sem impacto nas nossas economias”, advertiu o Chefe do Estado.
O Presidente defendeu a criação de joint ventures, o desenvolvimento de parques industriais e a expansão da cooperação em sectores como agricultura, energia, logística, serviços e digitalização. Reforçou também o potencial de sinergias no quadro da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), sublinhando que Moçambique e Ruanda, apesar da distância geográfica, partilham uma visão de transformação estrutural das economias e de promoção de sociedades inclusivas.
Chapo destacou ainda o Ruanda como parceiro estratégico, pela sua experiência em inovação tecnológica, digitalização e gestão urbana, enquanto Moçambique se posiciona como polo de energia, recursos e mercados. Entre as áreas de cooperação prioritária, o estadista apontou a agricultura e o agro-processamento, a logística e conectividade, a indústria transformadora e o turismo, sugerindo mesmo a criação de uma ligação aérea directa entre os dois países.
Na sua intervenção, reconheceu o contributo do Ruanda no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, afirmando que tal solidariedade “traduz a verdadeira irmandade africana e contribuiu para a restauração da paz e confiança no futuro de Moçambique”.
“O sector privado é o motor da transformação económica. É através de investimentos conjuntos, partilha de conhecimento e criação de cadeias de valor regionais que construiremos uma parceria onde todos ganham”, declarou.
Chapo concluiu com um apelo ao compromisso africano: “Juntos, transformemos oportunidades em realizações concretas. Avancemos para um futuro de independência económica, dignidade e prosperidade partilhada para Moçambique, Ruanda e para toda África”.
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