CTA quer que Ministério da Economia e Finanças assuma a responsabilidade de avaliar o panorama geral de tributação sobre as empresas e monitorar os limites prudenciais de carga tributária

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Governo e sector privado estiveram reunidos, para analisar as medidas fiscais do PAE

Max Tonela – Ministro da Economia e Finanças

O Ministro da Economia e Finanças reuniu-se, semana finda,  com o Sector Privado, num encontro descrito como sendo de análise das medidas de índole fiscal no âmbito do Pacote de Medidas de Aceleração Económicas, anunciadas pelo Governo.

O sector privado remeteu, recentemente, ao Governo, as suas analises sobre o sistema fiscal nacional, nas quais se destacam  que a carga tributária actual sobre as empresas moçambicanas é de 36.1%,  um encargo que se mostra acima da carga tributária da maior parte dos países em vias de desenvolvimento.

Agostinho Vuma – Presidente da CTA

“Este nível de carga tributária está muito próxima do ponto máximo da curva de Laffer que são 36.67%. Isto mostra que, se a carga tributária continuar a aumentar e ultrapassar este limite (36.67%), o agravamento das taxas e impostos sobre as empresas terá um efeito negativo sobre o volume de receitas públicas”. Diz a CTA

A CTA refere ainda sobre o ponto da carga tributaria que a “aproximação ao ponto máximo deve-se, em parte, a actual estrutura do sistema tributário, que tem tendências a federalização da política tributária moçambicana”. Justificando esta conclusão, a CTA diz que tal deve-se ao facto de que “cada sector ou ministério ter a prerrogativa de administrar taxas ou encargos tributários consignatários para atender aos problemas sectoriais sem, necessariamente, passar por uma análise do nível de carga já suportado pelas empresas. Este cenário torna a política tributária mais complexa e de difícil controlo, o que acaba influindo negativamente sobre o desempenho do sector privado”

Para ultrapassar a situação o sector privado recomenda revisão do sistema tributário de forma que os limites prudenciais das Pequenas e Médias Empresas não sejam ultrapassados.

 CTA propôs no encontro que o “Ministério da Economia e Finanças assuma a responsabilidade de avaliar o panorama geral de tributação sobre as empresas e monitorar os limites prudenciais de carga tributária, para cada imposto e/ou taxa que se pretenda introduzir””

“Portanto, sob ponto de vista da sua condução, é preciso que a política tributária seja centralizada no Ministério da Economia e Finanças eliminando ou reduzindo a prerrogativa que as entidades sectoriais têm de administrar um processo de tributação autónomo para a mobilização de receitas’’. Frisa a CTA

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