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O Banco Mundial exortou ao Governo a reforçar o protagonismo de Moçambique no fornecimento de energia à África Austral, num contexto que as perspectivas económicas globais se apresentam “pouco animadoras”.

O apelo foi feito em Washington, Estados Unidos da América, pela Directora de Operações do Banco Mundial, Anna Bjerde, num encontro que manteve com uma delegação moçambicana, chefiada pelo Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, e que incluía quadros seniores da sua instituição e do Banco de Moçambique (BM), segundo reporta o jornal “Noticias”, na sua edição de hoje, terça-feira, 13/04.

“Estamos a começar o ano 2023 com uma perspectiva sombria do crescimento global. O que vemos é que os países que dependem da importação de alimentos sofrem com o problema de insegurança alimentar porque houve perturbações nas cadeias de fornecimento de cereais, e a produção doméstica dos viveres também foi afectada por causa das incidências climáticas”, disse.

Anna Bjerde apontou, nesse contexto, a necessidade da conclusão do projecto de construção da Central Térmica de Temane, infra-estrutura com um investimento de cerca de 700 milhões de dólares norte-americanos das empresas Electricidade de Moçambique (EDM), a Sasol e a Globeleq, contando com o financiamento do Banco Mundial, FMO, Ernerging Africa lnfraestruture Fund, US- International Develooment Finance Corporation e o OPEC Fund lnternational Development.

Trata-se de uma infra-estrutura com capacidade de 450 MW para a produção de energia, através do gás natural por um período de 25 anos, devendo levar electricidade a 1.5 milhão de famílias, contribuir para satisfazer 40 por cento da demanda crescente do país, para além de aumentar os níveis de exportação deste recurso para os países da região.

A iniciativa compreende, igualmente, uma linha de transmissão de alta voltagem de 563 quilómetros e um Projecto de Transmissão de Temane, sendo a primeira fase da interconexão da rede eléctrica da região Sul do país às redes do Centro e Norte, estando avaliado cm 400 milhões de dólares.

O Projecto de Transmissão de Temane é detido na totalidade pela EDM e financiado através de crédito concessional do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Banco de Desenvolvimento Islâmico, OPEC Fund e governo da Noruega.

“Moçambique tem um papel estratégico em termos de energia, comércio, transporte e logística. Há nações que dependem e confiam o país, pelo que deve aproveitar a sua localização geográfica e os seus recursos para apoiar programas regionais”, disse Anna Bjerde.

A este respeito, o ministro Max Tonela explicou que Temane se apresenta como um dos projectos com o custo mais baixo em África, ressalvando contudo que existe um risco associado à possibilidade de a Central ser concluída antes da linha estar completa.

“É uma linha longa, com pontos de subestações que permitem abastecer potenciais projectos futuros no país, mas também tem uma perspectiva regional. Para mitigar este risco, temos estado a trabalhar com o Banco Mundial, quer na selecção das entidades construtoras, quer nas que fazem a supervisão dos projectos”, disse o ministro.

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