fbpx
FMI revê em baixa as perspetivas de crescimento da economia mundial

FMI aprova linha de crédito de 470 milhões de dólares para apoiar a recuperação da economia nacional

0
933

_ O acordo permite um desembolso imediato equivalente a 91 milhões de dólares, ou seja, 68,16 milhões em Direitos Especiais de Saque (SDRs, em inglês).

O Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional – FMI, acaba de aprovar um novo programa ao abrigo da Linha de Crédito Ampliada para o país no valor de 340,8 milhões de DSE (cerca de 456 milhões de dólares), anunciou o fundo em comunicado divulgado esta segunda-feira, 09/05.

O acordo de três anos vai reforçar o processo de recuperação da economia nacional e permitir a formulação de políticas visando a redução do envidamento público e as vulnerabilidades financeiras, criando, igualmente, condições para realização de investimentos prioritários em matéria de capital humano, adaptação climática e infraestruturas.

“As políticas orçamentais preveem, adequadamente, um ritmo moderado de ajustamento que estabelece um equilíbrio entre o apoio à actividade económica e a redução das vulnerabilidades da dívida e financeiras”, destacou Bo Li, Subdirector Geral e Presidente em exercício do Conselho do Fundo, em declarações após a aprovação do acordo.

A par das medidas de reforço a recuperação económica, o programa apoiará o governo na sua agenda de reformas, com particular destaque para as medidas focadas na criação de um fundo soberano para gerir a riqueza do sector de Oil & Gas, mormente as receitas do Gás Natural Liquefeito (GNL), aumentar as receitas fiscais, consolidar a gestão das finanças públicas e fortalecer a governação.

Para o Governo, o acordo representa o início de uma “nova fase” rumo a retoma do crescimento sustentável da economia nacional. Fundamentalmente, “um marco importante nas relações de Moçambique com o mercado financeiro Internacional, sinalizando boas perspectivas para o nosso processo de desenvolvimento”, destacou Max Tonela, Ministro da Economia e Finanças, em conferência de imprensa convocada ontem, 09/05, após a aprovação do programa pelo Fundo.

Nota-se um relativo consenso na opinião pública e certos círculos atentos aos processos econômicos do país, relativamente a importância e simbolismo deste regresso concreto do FMI, entretanto, é preciso recordar que a retoma e o sucesso do programa económico com o Fundo está assente em certos condicionalismos, sobretudo no que refere a resolução dos problemas de governança e fortalecimento das instituições para uma boa gestão dos fundos.

Nesta perspectiva, mesmo que sejam simbólicos, há que assegurar a implementação efectiva e regular dos fundos disponibilizados. Uma área em que, tendo por referência a última experiência com o caso da gestão dos fundos COVID-19 em que se verificou um “desvio de aplicação” de cerca de 2 mil milhões de Meticais, ainda é marcada por sérios desafios no País.

As perspectivas são positivas…

A aprovação do acordo coincide com o fim da análise macro-fiscal ao país, um trabalho relativo à auscultação dos Estados-membros no âmbito do “Artigo IV” dos estatutos do FMI.

Segundo o FMI, a economia moçambicana tem apresentado uma recuperação económica moderada, com o crescimento cada vez mais assente numa base mais alargada.

Após uma contração do Produto Interno Bruto real de 1,2% em 2020 – a primeira em 30 anos, resultando em um ligeiro aumento do índice de pobreza de 61,9% em 2019 para um valor estimado de 63,3% em 2020 – os principais indicadores têm apontado para uma retoma do crescimento da economia.

No cômputo geral, as perspectivas do país são positivas no médio prazo, estimando-se um crescimento económico anual de 4%, excluindo as indústrias extrativa e de gás natural liquefeito (GNL), com taxas globais de crescimento ainda mais altas considerando os projetos de gás que devem iniciar parte da produção no final deste ano.(OE)

SUBSCREVA O.ECONÓMICO REPORT
Aceito que a minha informação pessoal seja transferida para MailChimp ( mais informação )
Subscreva O.Económico Report e fique a par do essencial e relevante sobre a dinâmica da economia e das empresas em Moçambique
Não gostamos de spam. O seu endereço de correio electrónico não será vendido ou partilhado com mais ninguém.

Comentários