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Influenza aviária está controlada em Moçambique

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  • De há alguns meses a esta parte, não se regista nenhum caso novo da gripe aviária Influenza que criou a crise de frangos e ovos no ano desde o ano passado. Não obstante, o país continua a observar medidas de precaução contra o vírus, nomeadamente a interdição de produtos avícolas de origem sul-africana, fiscalização de unidades de produção e testagem das aves.

O último episódio da doença foi registado em Outubro numa subunidade de produção no distrito de Morrumbene, em Inhambane, altura em que as autoridades abateram e destruíram perto de 45 mil poedeiras que tiveram contacto com aves infectadas provenientes da África do Sul.

O Director Nacional do Desenvolvimento Pecuário do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Américo Conceição, disse que em relação ao aviário afectado, já foi levantada a quarentena e induzidas aves sentinelas que estão a ser monitoradas pela autoridade veterinária, uma vistoria que consiste na colheita e análise de amostras.

“O repovoamento da unidade será autorizado se os resultados laboratoriais indicarem a ausência de infecção nas aves sentinelas e do vírus da influenza aviária no ambiente”, esclareceu.

Entretanto, no que concerne à fiscalização disse que no mês passado foram inspeccionadas 265.840 aves domésticas nas províncias de Inhambane, Zambézia, Manica, Tete e Niassa, sem notificação de casos suspeitos da doença.

Para manter a situação controlada, as autoridades aconselham os avicultores a manter as unidades de produção sempre limpas, não permitindo a entrada no recinto de veículos e pessoas estranhos, não partilhar equipamentos de outros aviários e separar aves de acordo com a idade, raça e espécie.

Ademais, há que se criar cancelas, lava-rodas e pedilúvios nas entradas para evitar o transporte de infecções para os aviários. Em caso de detecção de aves doentes ou mortalidade anormal os avicultores deverão contactar as autoridades veterinárias e reforçar as medidas de prevenção e controlo da influenza aviária.

O Governo decidiu no dia 06 de Outubro de 2023, interditar a importação de aves vivas domésticas e selvagens e produtos agrícolas usados na alimentação animal ou para fins agrícola e industrial, provenientes da África do Sul. 

As autoridades determinaram, igualmente, a restrição de movimento de aves e produtos avícolas do distrito de Morrumbene e reforçou as medidas de prevenção e vigilância no território nacional.

O facto levou à intensificação das acções de prevenção e vigilância, tendo, no passado dia 13 de Outubro, sido identificado uma suspeita de ocorrência de Influenza Aviaria no território nacional, mais especificamente no distrito de Morrumbene, província de Inhambane, com registo de um aumento da mortalidade diária em poedeiras recentemente importadas da província de North West, África do Sul.

Contudo, do trabalho de investigação e das análises laboratoriais das amostras colhidas e testadas, efectuadas no Laboratório Central de Veterinária e indicou serem negativas a influenza causada pela estirpe H5 em teste realizado no dia 13 de Outubro e positivas à influenza aviária, no diagnóstico realizado no dia 16 de Outubro, estando em curso a identificação da estirpe causadora da doença.

Recorde-se que a Influenza Aviária (IA) é uma doença infecciosa das aves causada pelas estirpes do tipo A do vírus da Influenza Aviária, que afecta aves e diferentes espécies de mamíferos, incluindo o homem.

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