
Moçambique e Botswana reforçam cooperação estratégica com foco em infra-estruturas, energia e turismo
Os Presidentes de Moçambique e do Botswana comprometeram-se a acelerar a implementação dos projectos conjuntos nas áreas de infra-estruturas ferro-portuárias, energia, turismo integrado e cooperação empresarial, no quadro do reforço das relações bilaterais e regionais. O compromisso foi reafirmado durante a visita oficial de três dias de Duma Boko a Moçambique, com passagem por Nacala e Maputo.
O estadista tswana destacou o potencial estratégico do porto de águas profundas de Nacala, sublinhando a sua capacidade de operação contínua e apelando à conclusão dos projectos ferroviários regionais, incluindo a linha do Limpopo, ligando Botswana, Zimbabwe e Moçambique. “Estamos a construir infra-estruturas de classe mundial no Botswana, e é vital que o investimento e a qualidade sejam espelhados ao longo de toda a linha”, referiu.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, confirmou que os três países possuem acordos assinados para a reabilitação da linha e o desenvolvimento do porto de Techobanine, considerando ser responsabilidade das actuais lideranças materializar tais projectos. Outro ponto em análise é a construção de depósitos de combustíveis no Porto de Maputo, para garantir abastecimento regular ao mercado tswana.
No domínio do turismo, ambos líderes propõem o desenvolvimento de um pacote integrado, que combine experiências cinegéticas do Botswana com o turismo costeiro de Moçambique. “O turista pode, num único roteiro, ter acesso ao turismo de conservação e ao de praia e sol”, afirmou Chapo.
Durante a sua passagem por Maputo, Boko visitou a Central Termoeléctrica de Maputo (CTM), uma unidade com capacidade para 106 megawatts, construída com apoio do Japão. O estadista realçou o potencial de cooperação energética entre os dois países e a relevância da participação feminina e juvenil, que representa 40% da força laboral da CTM.
O Botswana está actualmente a desenvolver uma central termoeléctrica movida a gás metano e carvão, com capacidade de 300 megawatts, e vê em Moçambique um parceiro estratégico para o acesso integral à energia e partilha de competências.
“Temos muito trabalho a fazer. Os dois presidentes devem concluir com urgência estas tarefas”, defendeu Boko, acrescentando que o envolvimento do sector privado será crucial para impulsionar os projectos conjuntos.
Os dois chefes de Estado visitaram ainda o Centro de Operações Humanitárias e de Emergência (COHE) da SADC, em Nacala, e comprometeram-se a manter contactos permanentes e a alargar a cooperação bilateral para o desenvolvimento económico sustentável.
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