Não podemos continuar com uma economia que é bastante dependente do Estado – Presidente da Câmara de Energia de Moçambique, Florival Mucave.

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Após a visita de duas semanas a Moçambique, pronunciou-se na quarta-feira última (01/11) A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), , sobre a necessidade de se controlar a dívida interna, não obstante as perspectivas positivas que se abrem com a estabilização da situação de segurança no Norte do país.

Este pronunciamento segue a tantos outros, incluindo de especialistas em economia internacional que alertam sobre a insustentabilidade da dívida de Moçambique. O Banco Central também já se pronunciou sobre a mesma matéria.

O comentário que se segue é do presidente da Câmara de Energia de Moçambique (CEM), Florival Mucave.

 “A questão da dívida interna de Moçambique é uma questão estrutural da nossa economia e eu acredito que o que nós temos de fazer realmente é repensar as reformas necessárias e imprescindíveis para nós olharmos para esta questão da dívida interna com soluções”.

Florival Mucave aponta como uma das soluções à problemática, a liberalização da economia moçambicana para o sector privado.

 “Não podemos continuar com uma economia que é bastante dependente do Estado. Portanto, se vamos a olhar para o Estado como empregador em Moçambique e olhamos para um Estado que infelizmente tem despesas elevadíssimas, concluiremos que essas despesas elevadíssimas contribuem para essa questão da dívida interna”.

O Presidente da CEM sugere reformas a nível das empresas estatais, o que considera de imprescindível e urgente, como outra solução para se sair da insustentabilidade da dívida interna em Moçambique.

Florival Mucave falou à Margem do Workshop sobre transição energética em Moçambique, organizado pela CEM e que teve lugar na quinta-feira (02/11) na Cidade de Maputo.

Veja as declarações de Florival Mucave aqui

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