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Petróleo cai mais de 1 dólar devido a receios quanto à procura, a Arábia Saudita confirma cortes até ao final do ano

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O petróleo caiu nesta quarta-feira, 04 de Outubro, com as promessas da Arábia Saudita e da Rússia de continuar os cortes na produção de crude até ao final de 2023 a serem compensadas pelos receios da procura decorrentes dos ventos macroeconómicos.

Os futuros do petróleo Brent caíram US$ 1,58, ou 1,74%, para 89,34 dólares por barril, às 10:45 GMT, enquanto o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) caiu US$ 1,60 dólares, ou 1,79%, para US$ 87,63 dólares por barril.

Os preços do petróleo permanecem sob pressão dos receios da procura, impulsionados pelos ventos macroeconómicos.

“A atenção do mercado deixou de se centrar no aperto a curto prazo e passou a centrar-se nas implicações da manutenção das taxas de juro mais elevadas durante mais tempo, no ambiente macroeconómico moderado que isso implica e na forma como a OPEP+ planeia lidar com isso quando se reunir a 26 de novembro”, afirmou Callum Macpherson, analista da Investec.

O Joint Ministerial Monitoring Committee (JMMC)  da OPEP+ reunir-se-á online às 11:00 GMT de quarta-feira, 04 de Outubro. O grupo OPEP+ deverá manter a sua atual produção de petróleo na reunião, disseram fontes à Reuters.

O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou na quarta-feira, 04 de Outubro, que vai continuar o seu corte voluntário de 1 milhão de barris por dia (bpd) de fornecimento de crude até ao final deste ano.

A Rússia disse que vai continuar os seus actuais cortes de 300.000 bpd nas exportações de crude até ao final do ano, e vai rever o seu corte voluntário de 500.000 bpd na produção, estabelecido em abril, em novembro.

Entretanto a Rússia poderá estar disposta a flexibilizar a sua proibição do gasóleo nos próximos dias, de acordo com um relatório diário do Kommersant na quarta-feira, citando fontes não identificadas.

O dólar americano forte também pode estar a pesar no sentimento dos investidores.

A actual força do dólar é “uma recuperação que continuará a assombrar todos os mercados, incluindo o petróleo, mesmo quando, como agora, há um cenário fundamental convincente”, disse o analista da PVM, John Evans.

Como moeda comercial do petróleo, um dólar forte torna o petróleo comparativamente caro para os detentores de outras moedas, o que pode diminuir a procura.

Noutros locais, os últimos dados do Purchasing Managers’ Index (PMI) mostraram uma pontuação de 47,2 em setembro para a zona euro, subindo em relação aos 46,7 de agosto. Qualquer valor inferior a 50 implica uma contração económica.

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