
Petróleo regista ligeira subida com expectativa de isenções tarifárias nos EUA e aumento das importações chinesas
- Mercado reage a sinais de alívio na guerra comercial e a antecipação de sanções mais severas ao Irão, enquanto a produção do Cazaquistão recua 3%
Destaques
- Brent sobe 0,2% para 65 dólares o barril; WTI avança para 61,66 dólares
- Trump admite isenção de tarifas sobre automóveis e componentes
- EUA iniciam investigação sobre importações de semicondutores
- China aumentou importações de crude em Março, antecipando sanções ao Irão
- OPEP revê em baixa previsão de procura pela primeira vez desde Dezembro
Os preços do petróleo subiram ligeiramente nesta terça-feira, impulsionados por sinais de flexibilização das tarifas norte-americanas e por um aumento nas importações de crude por parte da China, que procura garantir abastecimento face a eventuais sanções mais severas contra o Irão. O Brent avançou 0,2% para 65 dólares por barril, enquanto o WTI foi negociado a 61,66 dólares.
O mercado petrolífero iniciou a semana sob o efeito de uma série de anúncios da administração norte-americana, que indicam uma possível moderação na sua política comercial. O Presidente Donald Trump sinalizou a intenção de conceder isenções às tarifas sobre automóveis e componentes automóveis importados do México, Canadá e outros países, ao mesmo tempo que autorizou a exclusão de tarifas sobre smartphones, computadores e bens electrónicos, maioritariamente provenientes da China.
De acordo com Tina Teng, analista independente de mercados, estas medidas foram encaradas como “um alívio temporário para os activos de risco, incluindo o petróleo”, embora tenha sublinhado que “o optimismo é cauteloso, dado o carácter volátil e imprevisível da política comercial de Trump”.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reagiu ao ambiente de incerteza revendo, pela primeira vez desde Dezembro, a sua previsão de crescimento da procura. Ao mesmo tempo, os analistas da ING apontaram que o mercado está mais focado nas implicações das tarifas sobre a procura do que propriamente nos desenvolvimentos das negociações nucleares entre os EUA e o Irão.
O Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, reforçou na sexta-feira que o país poderá intensificar esforços para bloquear completamente as exportações de petróleo iraniano, como parte da pressão sobre Teerão no contexto do seu programa nuclear.
Paralelamente, dados divulgados na segunda-feira revelam que a China aumentou em quase 5% as suas importações de petróleo em Março, face ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a recepção de carregamentos provenientes do Irão, numa estratégia que visa mitigar os riscos de futuras restrições.
Do lado da oferta, o Cazaquistão confirmou uma redução de 3% na sua produção nas duas primeiras semanas de Abril, em comparação com a média de Março. Ainda assim, a produção mantém-se acima da quota acordada no âmbito da aliança OPEP+.
Com os mercados a digerirem desenvolvimentos rápidos no front tarifário e geopolítico, o preço do petróleo mantém-se sensível a qualquer alteração de rumo por parte dos EUA ou reacções dos seus parceiros comerciais e produtores globais.
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