TotalEnergies Rejeita “Abordagem em Ilha” e Garante Continuidade do Envolvimento com Comunidades de Cabo Delgado

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À margem da assinatura do memorando de 10 milhões USD com a ADIN, Maxime Rabilloud respondeu ao O.Económico e desmentiu alegações de subcontratadas sobre um alegado novo modus operandi logístico da petrolífera.

Questões-Chave:
  • Circularam na mídia local receios de subcontratadas sobre um suposto novo modelo logístico da TotalEnergies, interpretado como sinal de isolamento no transporte de mercadorias;
  • Em entrevista ao O.Económico, Maxime Rabilloud rejeitou categoricamente tais alegações, classificando-as como mal-entendidos;
  • TotalEnergies assegura que nunca parou de investir em Cabo Delgado desde 2021, sobretudo em iniciativas sociais;
  • O memorando de entendimento com a ADIN, avaliado em 10 milhões USD, reforça a cooperação em projectos socioeconómicos;
  • Empresa reafirma compromisso de trabalhar com comunidades e empresários locais em Palma, Mocímboa da Praia e Afungi;
  • Foram avançados planos para a instalação de uma nova unidade industrial em Mocímboa da Praia;
  • Força Maior mantém-se sem calendário público para levantamento.
Maxime Rabilloud

A TotalEnergies desmentiu alegações que circularam recentemente na mídia local sobre um suposto novo modus operandi no transporte de mercadorias, interpretado por algumas subcontratadas como sinal de isolamento ou “abordagem em ilha”. Em entrevista ao O.Económico, à margem da assinatura de um memorando de entendimento de 10 milhões de dólares com a ADIN, o Director-Geral da empresa em Moçambique, Maxime Rabilloud, garantiu que a petrolífera nunca deixou de investir em Cabo Delgado e que continuará a reforçar o seu trabalho junto das comunidades locais.

Segundo Rabilloud, os rumores reflectem um mal-entendido quanto às medidas logísticas necessárias para o reinício do projecto Mozambique LNG, que exigem coordenação e preparação complexas. “Talvez seja um desentendimento do que estamos a fazer para nos preparar. O reinício vai implicar um acréscimo muito forte de actividade e é essencial que todas as empresas estejam no mesmo lugar, prontas para garantir um arranque eficaz e seguro”, explicou.

O gestor sublinhou que, contrariamente às percepções de afastamento, a TotalEnergies tem mantido e reforçado os investimentos sociais desde 2021. “Estamos a investir na área social desde sempre e, em particular, desde 2021. Em 2022 e 2023 nunca realmente parámos”, afirmou.

O memorando com a ADIN vem, segundo Rabilloud, reafirmar o compromisso da petrolífera com a transformação socioeconómica da província, através de acções conjuntas com o Governo. “Não só queremos continuar as acções que estamos a fazer com a comunidade local, mas também queremos reforçar trabalhando mão na mão com o Governo”, disse.

Rabilloud deu exemplos concretos: a política de aquisição de alimentos junto de comunidades e empresários locais, que continuará e será ampliada, e a intenção de ir além de Palma. “Espero que em poucos dias possamos anunciar a criação de uma nova fábrica em Mocímboa da Praia. Não é só ali em Palma, queremos ir além”, adiantou.

Quanto ao levantamento da Força Maior, em vigor desde 2021, Rabilloud optou por não avançar prazos, justificando que “esse tópico não era o tema do dia” e será tratado em momento oportuno.

A entrevista confirma que a TotalEnergies procura contrariar narrativas de isolamento e reafirmar a sua ligação ao tecido social e económico de Cabo Delgado, assegurando que a retoma do Mozambique LNG será feita em estreita articulação com as comunidades e em alinhamento com os objectivos de desenvolvimento local.

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