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Women’5 Frontline Development Conference: participantes destacam enorme desafio para elevação do papel da mulher em todos os níveis

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A “Women’5 Frontline Development Conference” que teve lugar na última quarta-feira, 21/06, em Maputo, promovida pela Fundação SPROWT, BRICS Women’s Business Alliance África do Sul (BWBA SA) e pela PIONEER Leadership Network for Women in Africa, entre outros parceiros nacionais e internacionais, deixou como mensagem essencial que um melhor crescimento e avanço da liderança das mulheres e elevação do seu papel em todos os níveis da sociedade e através disso potenciar soluções e melhores práticas para as empresas e organizações, constitui ainda um desafio imenso.

A conferência que contou com a presença de líderes e executivos, nacionais e internacionais de diversos sectores entre outros intervenientes da sociedade para abordar, partilhar e discutir as contribuições e benefícios das mulheres para a economia e o desenvolvimento sustentável, sublinhou que os esforços têm sido levados a cabo para se alcançar a paridade de género. “As qualidades intrínsecas da mulher permitem que ela contribua a todos os níveis, especificamente no mundo corporativo para maiores resultados financeiros nas empresas, maior liderança capaz de dar maior suporte e estabilidade na organização”, sustentou Rumina Fateally Noormahomed, Presidente da Fundação SPROWT, frisando que as mulheres têm um elevado potencial para desenvolver negócio e gerar riqueza contribuindo assim para o desenvolvimento.

Lebogang Zulu, Chairperson da BRICS WBA SA, participando no primeiro Painel do evento que discutia a importância e a relevância da liderança feminina, destacou que as parcerias que levaram a realização desta conferência não apenas aceleram simultaneamente o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável e inclusivo, como também, estão alinhadas as agendas internacionais dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que visam aumentar os investimentos para o crescimento económico com inclusão do empreendedorismo feminino, abrindo espaço para mais oportunidades para as mulheres. A Chairperson da BRICS WBA SA destacou ainda que era responsabilidade dos líderes transformar as palavras em acções, para que se possa efectivamente atrair o investimento, assegurar a participação nos mercados internacionais e estabelecer um ecossistema saudável que beneficie e incentive o empreendedorismo feminino. “Quando investimos na mulher, investimos no futuro das nossas nações” disse Lebogang Zulu. Para o caso de Moçambique, Lebogang Zulu, apontou a indústria do coco como uma oportunidade para a inserção e aumento da participação das mulheres na economia através da produção do óleo e leite para abastecer os mercados domésticos e internacionais.

Debruçando sobre o tema, Jovita Fazenda – Head of Regulatory Affairs @Multichoice Mozambique, Omar Mitha – Presidente não Executivo do BNI, Ernesto Macuacua –Membro Fundador & Head de Governação, Género e Ética da Fundação SPROWT procuraram explicar alguns aspectos por detrás dos desafios e obstáculos a liderança feminina.

Segundo Omar Mitha, para Moçambique, os desafios e obstáculos a liderança feminina estão associados a aspectos culturais e tradicionais e outros ligados a estrutura sócio-económico do País – o sector informal, que fazem com que os critérios de escolha não sejam necessariamente o desempenho, mas sim o atributo, e essas escolhas têm implicações para a economia. Contudo, acredita Omar Mithá, que com o desenvolvimento das sociedades estas práticas têm vindo a ser descontruídas e na actualidade todo aquele que for capaz, independentemente do sexo, tem lugar e merece um lugar na economia.

Intervenções de outros participantes do evento deixaram ficar patente que em Moçambique existem leis e instrumentos que visam resolver os desafios relacionados a liderança feminina, contudo, “a legislação em si não resolve problemas”, é necessário que haja maior interacção e actividade conjunta entre as diversas entidades, a partir das universidades educando e cultivando os valores correctos, e de outras instituições e organizações assegurando o acesso igualitário aos recursos, desconstruindo paradigmas sociais que impossibilitam o alcance de uma sociedade mais justa (desse ponto de vista).

Estudos comprovam que as mulheres têm alcançado óptimos resultados nas actividades em que lideram, bem como na negociação e outras áreas e sectores maioritariamente dominados pelos homens, a título de exemplo estão os países da Escandinávia.

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