Aumentos das taxas de juro custarão aos países em desenvolvimento mais de 800 mil milhões de dólares em receitas perdidas

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UNCTAD receia que países em desenvolvimento tenham regredido uma década

  • Espera-se que o crescimento mundial seja inferior ao anteriormente projectado, sinalizando uma potencial recessão económica;
  • Os países em desenvolvimento enfrentam uma dívida crescente e um apoio internacional insuficiente, arriscando mais uma década perdida;
  • A crise bancária evidencia fragilidades financeiras há muito negligenciadas e fragilidades regulamentares;
  • A diminuição dos custos da energia conduz a uma inflação mais baixa, mas os preços elevados dos alimentos mantêm um custo de vida elevado em muitos países em desenvolvimento;
  • As crescentes assimetrias globais ameaçam a resiliência dos países em desenvolvimento, exigindo uma acção multilateral mais forte e uma ênfase urgente na arquitectura da dívida soberana.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, sigla em inglês) lançou um forte apelo para o estabelecimento de uma agenda económica internacional ousada para evitar mais uma década perdida para os países em desenvolvimento, que enfrentam US$ 800 mil milhões projectados em perda de renda, e a lutar contra níveis sem precedentes de dificuldades com a dívida.

Na na sua última actualização do Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento, divulgada terça-feira,11/04, a UNCTAD alerta para o facto de os países em desenvolvimento enfrentarem anos de dificuldades à medida que a economia global abranda num contexto de turbulência financeira acrescida.

O crescimento anual em grandes partes da economia global ficará abaixo do desempenho registado antes da pandemia e muito abaixo da década de forte crescimento anterior à crise financeira mundial.

O organismo comercial da ONU estima que os nos próximos anos, a UNCTAD, espera que o crescimento global em 2023 caia para 2,1%, em comparação com os 2,2% projectados em Setembro de 2022, assumindo que as consequências financeiras das taxas de juro mais elevadas sejam contidas nas corridas bancárias e resgates do primeiro trimestre.

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