Sobe para 233 o número de empresas que usam o selo “Made In Mozambique” ao nível da cidade de Maputo

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Cinco empresas, designadamente, a Bravantic Evolving Technology, Lda.; Electro África, Lda.; Electro Verde, Lda.; Onix Technology Sociedade Unipessoal, Lda. e SMS – Catering, SA, receberam, esta sexta-feira, 12/05, o direito de uso do selo “ORGULHO MOÇAMBICANO MADE IN MOZAMBIQUE”, ao terem provado a sua elegibilidade à luz do Regulamento de Uso do Selo, cujos requisitos impõem, designadamente, uma significativa utilização de 4 recursos nacionais nos processos de produção e de prestação de serviço, o cumprimento da legislação aplicável no País e a cultura da qualidade através da implantação de sistemas de gestão da qualidade.

As empresas beneficiárias disseram na ocasião que “ o selo do orgulho moçambicano, deve significar para as empresas valor acrescentado, uma mais-valia efectiva que justifique o investimento e o esforço, pelo que esperamos do governo incentivos que permitam que mais instituições façam parte desta causa. As empresas deram a entender que pretendem usar o selo como um instrumento de promoção de negócio sustentável que satisfaça as expectativas do consumidor e que contribua para o crescimento da produção nacional e desenvolvimento económico e social do País.

“Nós os empresários, representamos o espelho do que melhor se faz para influenciar a todos os níveis os que ainda não aderiram ao selo. Deste modo, queremos fazer jus a distinção da nossa identidade nacional, qualidade, profissionalismo, ética e transparência com a marca Made In Mozambique”.

Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno

Em resposta, o Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que procedeu a entrega dos selos, apelou às empresas a serem criativas e a realizar o esforço necessário para que continuem a ser merecedoras da confiança e carinho do mercado.

“O progresso económico que o nosso Pais tem registado nos últimos anos, abre novas oportunidades de negócio, mas precisamos de manter a consciência de que a concorrência regional, continental e internacional está atenta a cada acontecimento no mundo. As facilidades de circulação de pessoas e bens resultantes do avanço 6 tecnológico e as medidas tomadas ao nível da Organização Mundial de Comércio, Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e da Zona de Comércio Livre Continental Africano tendentes a liberalizar o comércio, enfraqueceram as barreiras clássicas de protecção dos mercados domésticos, o que coloca desafios ao sector produtivo moçambicano, em geral, e às pequenas e médias empresas nacionais, em particular, para tirarem proveito do crescimento do mercado nacional e das oportunidades de exportação criadas.”, Disse o Ministro dirigindo-se particularmente às cinco empresas que passam a ostentar o selo Made In Mozambique.

Para o Ministro, a necessidade de ir ao encontro das preferências dos consumidores nacionais, regionais e continental tornou-se inevitável, contexto no qual, a qualidade e as boas práticas de negócio têm um papel determinante.

“Quero recordar que a nossa economia apresenta algumas cadeias de valor descontínuas no sentido de que as nossas matérias-primas são exportadas em bruto e importamos componentes e produtos intermédios e acabados que são obtidos de matérias-primas da mesma natureza daquelas que exportamos”, disse o Ministro encorajando as empresas a comatar as lacunas existentes na cadeia produtiva nacional, apelando simultaneamente ao consumidores a preferirem a produção nacional

“Preferir produtos nacionais e factores de produção nacionais é realmente sentir-se parte do processo de desenvolvimento da nossa economia, mas, além deste aspecto patriótico, o consumo de produtos nacionais significa buscar o melhor para nós, para as nossas famílias e empresas, pois assegura a manutenção e criação de mais postos de empregos”, Disse Silvino Moreno

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