
Taxa de desemprego no Brasil atinge o valor mais baixo desde 2014
A taxa de desemprego do Brasil caiu no trimestre até Junho para o menor nível para o período em nove anos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira, 28 de Julho, ressaltando a resiliência do mercado de trabalho apesar das altas taxas de juros.
O desemprego na maior economia da América Latina atingiu 8,0% nos três meses até Junho, abaixo dos 8,3% do trimestre anterior e abaixo das expectativas do mercado, já que os economistas consultados pela Reuters tinham uma previsão mediana de 8,2%.
Foi a quarta queda consecutiva para um trimestre móvel, de acordo com o IBGE, que disse que o movimento reflectiu taxas de desocupação sazonalmente mais baixas. Há agora 8,6 milhões de pessoas desempregadas no Brasil, acrescentou.
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, advertiu que, apesar dos dados positivos, a taxa de desemprego não deve ser entendida como um indicador de uma economia forte, uma vez que a taxa de juros real de 10% do País está a conduzir a uma desaceleração da actividade.
A taxa de juro de referência do Brasil está em 13,75% desde Agosto de 2022, um máximo de seis anos, como parte da tentativa do banco central de reduzir a inflação, embora se espere que um ciclo de flexibilização comece no início do próximo mês.
Em declarações ao jornalista, Haddad disse que vê muito espaço para o banco central iniciar o seu ciclo de flexibilização monetária com um corte “razoável” das taxas.
Alguns economistas esperam também que as taxas de juro elevadas venham a ter um impacto negativo no futuro, à medida que o crescimento económico abranda no país.
“De um modo geral, o mercado de trabalho manteve-se forte no segundo trimestre, desafiando o arrastamento das taxas de juro sufocantemente elevadas”, afirmou Andres Abadia, Economista-Chefe da Pantheon Macroeconomics para a América Latina.
“Mas ainda esperamos que as condições se deteriorem na margem no terceiro trimestre e no início do quarto trimestre, devido ao efeito retardado do aumento dos custos de empréstimos em sectores-chave.”
Mesmo assim, os últimos dados foram bem recebidos pelo Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que o líder esquerdista fez campanha no ano passado prometendo reduzir o desemprego no país.
“O resultado mostra que nada resiste ao trabalho duro e que o Brasil está no caminho certo”, escreveu o Chefe de Gabinete de Lula, Rui Costa, na plataforma de mensagens X, anteriormente conhecida como Twitter.
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