
África Subsariana vai sentir o impacto do abrandamento da economia chinesa, diz o FMI
- Abrandamento de 1 p.p. na China pode reduzir 0,25 p.p. do crescimento regional
- Os exportadores de petróleo sentirão o maior impacto do abrandamento da China
O crescimento da África Subsariana será afectado pelo abrandamento da economia chinesa, segundo o Fundo Monetário Internacional, que exorta os países da região a fazerem mais para se adaptarem ao abrandamento da procura de importações e ao declínio do empenho económico chinês.
Um declínio de um ponto percentual na taxa de crescimento real do PIB da China conduz a um declínio de cerca de 0,25 pontos percentuais no crescimento total do PIB da África Subsariana no espaço de um ano, escreveram os economistas do FMI, incluindo Hany Abdel-Latif, num relatório. Os exportadores de petróleo sofrerão o maior impacto, acrescentou.
O crescimento económico da China abrandou nos últimos anos devido a uma recessão imobiliária e ao impacto da pandemia de coronavírus, com as previsões a longo prazo a apontarem para um crescimento anual de cerca de 4% durante o resto da presente década. Este valor é inferior aos cerca de 7% registados na década anterior à pandemia.
Os impactos negativos de um abrandamento da China na região seriam transmitidos, em grande medida, através das exportações de produtos de base, como o petróleo, afirmou o FMI. A China é o maior parceiro de exportação da África Subsariana, comprando um quinto das exportações da região.
Os países não exportadores de petróleo registariam uma perda de crescimento menor, de 0,2 pontos percentuais do crescimento do PIB, devido a um abrandamento de um ponto percentual no crescimento da China, segundo o relatório.
O FMI salientou ainda que os empréstimos e o investimento directo chineses na África Subsariana têm vindo a diminuir desde 2017. “A região precisa de se
adaptar ao abrandamento do crescimento da China e ao declínio do seu compromisso económico”, afirmou.
Os países da região poderiam concentrar-se mais na expansão do comércio interafricano e em fazer maiores investimentos em infra-estruturas e capital humano, afirmou.
Cerca de metade da dívida pública da região é constituída por empréstimos comerciais que implicam frequentemente taxas de juro mais elevadas, acrescenta o relatório. A China é atualmente responsável por 6% da dívida soberana da África Subsariana, concentrada em cinco países: Angola, Quénia, Zâmbia, Camarões e Nigéria.
“A dívida à China não foi o principal fator que contribuiu para o aumento da dívida pública da região nos últimos 15 anos”, acrescenta o relatório.
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