
Expectativa em Torno da Reestruturação da LAM Cresce em Meio a Cepticismo
O Executivo moçambicano deverá anunciar, dentro das próximas três semanas, a decisão sobre a repartição das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) entre três empresas estatais que assumirão 91% das acções da companhia aérea nacional.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) são as entidades escolhidas para adquirir, por negociação particular, a participação do Estado na LAM. O valor da operação está estimado em 130 milhões de dólares, montante que será direccionado para a aquisição de oito aeronaves e a reestruturação da transportadora.
O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, afirmou em conferência de imprensa, realizada em Maputo, que os trabalhos de diligência prévia estão em curso para avaliar os riscos do negócio.
“Eu penso que mais 15 dias, mais 21 dias, teremos um posicionamento muito claro sobre as empresas, e aí, ou as próprias empresas, ou o governo poderá anunciar como será feita a repartição da empresa”, declarou Impissa.
A decisão será determinante para os próximos passos da reforma da LAM, empresa que enfrenta uma grave crise financeira, marcada por casos de corrupção na aquisição de serviços e uma dívida acumulada superior a 230 milhões de dólares com fornecedores.
Expectativa e Ceticismo em Relação à Solução do Governo
A decisão do Governo está a ser acompanhada com grande expectativa, mas também com cepticismo. Ao longo dos últimos anos, várias tentativas de reestruturação da LAM fracassaram, sem conseguir estabilizar financeiramente a companhia ou melhorar os seus serviços.
Especialistas do sector e a opinião pública questionam se esta nova abordagem será eficaz ou se representará mais uma solução de curto prazo que não resolve os problemas estruturais da empresa. O envolvimento de três grandes empresas estatais pode dar maior capacidade financeira à LAM, mas há dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo e sobre a capacidade de gestão e reestruturação operacional da transportadora.
“A história recente mostra que qualquer solução para a LAM deve ir além da injecção de capital e abranger uma reestruturação profunda da gestão e do modelo de negócio”, apontam analistas do setor.
Enquanto se aguarda a decisão final, o futuro da LAM continua envolto em incerteza, com o desafio de recuperar a confiança do mercado e assegurar a viabilidade da companhia aérea nacional.
Fundo de Desenvolvimento Económico Local com Mil Milhões de Meticais
Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou a criação do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), com um orçamento inicial de mil milhões de meticais. O fundo, que terá uma conta bancária dedicada e será integrado no Tesouro Público, destina-se a fomentar o empreendedorismo e a geração de emprego em 154 distritos e 65 autarquias municipais do país, com especial enfoque para os jovens em zonas rurais e urbanas.
A decisão do governo insere-se no esforço de revitalização da economia moçambicana, apostando na dinamização da aviação civil e no incentivo ao investimento local.
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