
Rali do Alumínio Perde Força à Medida que Mercado Avalia Fraqueza da Economia dos EUA
O rali do alumínio perdeu força esta segunda-feira, 24/02, estendendo o recuo iniciado na última sexta-feira, após alcançar o seu nível mais alto em oito meses. A cautela dos investidores aumentou devido aos sinais de enfraquecimento da economia dos Estados Unidos, que lançaram dúvidas sobre a sustentação da procura por metais industriais.
Na última sexta-feira, 21/02, Wall Street registou o seu pior dia de 2025, influenciado por dados que indicam uma desaceleração na actividade económica. Segundo a S&P Global, a actividade empresarial nos EUA cresceu ao ritmo mais lento desde Setembro de 2023, enquanto as expectativas de inflação de longo prazo entre os consumidores atingiram o nível mais alto em quase três décadas.
Evolução Recente do Mercado Global de Alumínio
O mercado global de alumínio tem mostrado volatilidade nos últimos meses, influenciado por factores económicos e geopolíticos.
- Preços: Desde o início de 2025, o preço do alumínio subiu 144,10 dólares por tonelada, representando um crescimento de 5,65%. No entanto, a cotação recuou nos últimos dias, com o metal a negociar-se a 2.667 dólares por tonelada na London Metal Exchange (LME), marcando a segunda sessão consecutiva de perdas.
- Procura Global: Cerca de 75% do consumo mundial de alumínio concentra-se nos sectores de transportes, embalagens, construção civil e energia eléctrica. A crescente demanda por veículos eléctricos e infra-estruturas modernas tem sustentado os preços do metal, apesar das incertezas económicas.
- Perspectivas Futuras: Analistas preveem que a procura global por alumínio possa aumentar 40% até 2030, impulsionada pelo crescimento do sector automóvel eléctrico e pelo desenvolvimento de projectos de transição energética. No entanto, há sinais de que as cotações poderão estabilizar ou sofrer alguma pressão nos próximos meses, à medida que os mercados ajustam as expectativas em relação à economia global.
Metais Têm Início de Ano Sólido, mas Incertezas Persistem
Apesar das preocupações económicas, os metais tiveram um início de 2025 relativamente positivo. A perspectiva de procura manteve-se robusta, mesmo face às incertezas geradas pelas políticas comerciais do Presidente Donald Trump. Além disso, a desvalorização do dólar favoreceu os preços das commodities denominadas na moeda norte-americana.
No entanto, o alumínio, que na quinta-feira registou o seu maior valor de fecho desde Maio, caiu 0,8%, para 2.667 dólares por tonelada, às 10h30 (hora de Xangai), assinalando a segunda sessão consecutiva de perdas. O cobre também recuou 0,4%, enquanto o zinco desvalorizou 0,5%.
A tendência de curto prazo para os metais industriais permanece incerta, com os investidores atentos à evolução dos dados económicos dos EUA e às potenciais mudanças na política monetária da Reserva Federal. Caso os sinais de desaceleração económica se intensifiquem, a pressão sobre os preços das matérias-primas poderá aumentar.
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