
Retoma hesitante da cabotagem
Volvidos quase sete meses após a retoma da cabotagem, o sector privado faz uma avaliação positiva do processo, mas diz haver reservas por parte dos operadores e investidores, facto que está a condicionar uma retoma mais consistente, que se reflecteria, fundamentalmente, no aumento de volume de mercadorias transportadas.
Vista como uma alternativa para redução dos custos de transação de bens e serviços e melhoria da competitividade no País, a cabotagem arrancou no início do ano passado com um primeiro navio “multipurpose”, que percorre a costa de Moçambique, fazendo escalas nos portos de Maputo, Beira, Quelimane, Nacala e Pemba e tem uma barcaça posicionada na zona norte do país que cobre os Distritos Nacala, Pemba, e Afungi.
Para reforçar outros pontos do país, em meados de Janeiro do ano em curso, foi adquirida uma segunda barcaça.
Apesar dos avanços e expectativas a volta da revitalização do sector, Faruk Assubuji, Vice-presidente do Transporte Marítimo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA, considera que ainda há muito cepticismo relacionado aos ganhos a obter com a reactivação da cabotagem.
“ Não tem tido aquela aderência massiva que agente contava, mas como qualquer serviço novo tem os seus desafios e um deles é convencer o mercado que o serviço veio para ficar. Já houveram dois debaldes e acreditamos nós que há certo cepticismo ainda em relação a estes serviços mas gostaria de assegurar que o serviço veio para ficar ”, explicou.
O baixo volume de mercadorias transacionadas constituiu um dos principais constrangimentos que marcou a reactivação do sector, na medida em que a previsão inicial era preencher 80% da capacidade do navio tendo em conta que a embarcação tem uma capacidade de 260 contentores, podendo transportar ainda outras mercadorias de volume não contentorizado.
“Contava-se com volumes suficientes para encher ou para ocupar pelo menos 70 a 80% do navio, contra os 50% com que que andam agora”, referiu.
Actualmente apenas um a navio está a operar em escalas regulares nos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba, o que contraria a previsão de aquisição de um segundo navio similar ou de maior capacidade para reforçar a transação de mercadorias.
Entretanto, Assubuji, acredita a efectivação deste plano está condicionada ao aumento do volume das mercadorias transportadas e a aquisição de maior investimento no sector, o que vai despertar o interesse dos empresários em movimentar as suas mercadorias via marítima, criando oportunidades para o surgimento de novos empreendimentos.
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