Com divida a rondar os US$ 200 milhões a LAM pensa ter entre 15 a 20 aeronaves próprias em 2030

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As dívidas da LAM com diversos bancos e uma série de fornecedores nacionais e estrangeiros, no valor estimado de 230 milhões de dólares norte americanos, são a principal ameaça a sustentabilidade da LAM a medio prazo, ainda assim, o Director Geral da empresa, Po Jorge, acredita que em 2030 a companhia aérea nacional poderá contar na sua frota com entre 15 a 20 aviões.

“Tudo depende de como o mercado se vai apresentar e da maneira como nós ambicionamos atingir esse mercado. Para já, estamos atentos ao desenvolvimento do turismo em Inhambane e reabrimos a linha de Nacala, devido aos grandes projectos em curso”, frisou Po Jorge, num encontro recente com a imprensa.

Para alcançar essa condição, a LAM está a sujeitar-se à uma série de auditorias internas e internacionais a par de medidas de saneamento financeiro que têm estado a permitir reduzir os resultados operacionais, pelo menos nos últimos dois anos.
O DG da LAM afirma que, caso em 2021 a pandemia alivie, a empresa poderá começar a operar com regularidade, possibilitando um balanço financeiro positivo ainda no presente exercício económico.

Concretamente sobre o processo de melhoria continua, presentemente, decorre na LAM uma auditoria para a renovação do certificado IOSA, visando a renovação desta certificação crítica.

Aprofundando a questão do reforço da frota o DG da LAM, João Pó Jorge, disse que “a LAM encomendou do fabricante Boeing três aviões, cuja aquisição está propositadamente atrasada, desde 2014, uma vez que a empresa não tem ainda mercado para operar com as aeronaves”. Acrescentou Po Jorge que, “para operar uma aeronave destas que, vale entre 80 a 120 milhões de dólares é preciso ter um mercado, com rendimento garantido, razão pela qual esta sendo atrasada a sua compra”.

Entretanto, dois Embraer 190, propriedade da LAM, estão parados no Quénia, aguardando por um comprador: “Estes aviões estão sujeitos à manutenção periódica, na fuselagem e nos motores, sendo que o custo, para colocá-los a voar, ronda dezenas de milhões de dólares norte-americanos”, confirmou Po Jorge.

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