
Volume de comércio externo reduz 16,8% em 2020
Devido a Covid-19, o volume global do comércio de bens com o exterior apresentou uma queda de 16,8% em 2020 face ao ano 2019, reflectindo um comportamento regressivo no volume de exportações assim como das importações.
Segundo dados do Comércio Externo de Bens do Instituto Nacional de Estatísticas – INE, em 2020, foram transacionadas mercadorias com o exterior no valor total de 10.059 milhões de dólares contra os 12.097 milhões de dólares registadas em 2019.
Em 2020, o País exportou mercadorias no valor total de USD 3.588 milhões, uma queda de 23.1% face aos USD 4.669 milhões registados em 2019. Paralelamente, o País importou o equivalente a USD 6.471 milhões, uma queda de 12,9% face aos USD 7.428 milhões registados em 2019.
Como resultado, o saldo da balança comercial reduziu em 124,62 milhões de dólares, saindo de um défice USD 2.759 milhões, em 2019, para 2.883 milhões em 2020. No cômputo geral, a balança comercial moçambicana prossegue com sua tendência negativa com algumas oscilações, o seu valor mais alto registou-se em 2017 (-1.020.095) e daí em diante com uma tendência decrescente, tendo atingido o seu valor mais baixo no ano transacto.
Analisando a origem e o destino do produtos comercializados, os dados do INE revelam que, tanto em 2019 como em 2020, a África do Sul foi o principal parceiro das trocas comerciais com Moçambique.
Dos 130 países que importaram bens provenientes de Moçambique, destacam-se em termos estruturais para além da África do Sul (23.1%), a Índia (11.8%), Reino Unido (10.2%), China (7.3%), Itália (6.6%) e Países Baixo (5.7%). Paralelamente, dos 218 países de origem dos bens que entraram no País em 2020, destacam-se: a África do Sul (30.8%), China (10.7%), Índia (9.0%), Emirados Árabes Unidos (6.6%) e Singapura (5.6%).
Relativamente aos grupos de bens exportados, os Combustíveis Minerais lideram com exportações no valor de USD 1.371 milhões (38.2%), seguindos pelos Metais Comuns com USD 1.043 milhões, correspondentes a 29.1%. No grupo das importações, as Máquinas e parelhos (17,4%), Agrícolas (16.2%), Químicos (14.5%) e Combustíveis Minerais (14,3) destacam-se com maior volume de transacção.
A nível provincial, refere a fonte, “constata-se que as maiores transações foram efectuadas através das províncias que possuem portos com maior capacidade de manuseio de cargas”, referindo-se as províncias de Nampula (Porto de Nacala), Sofala (Porto da Beira) e Cidade Maputo (Porto de Maputo), sem perder de vista Província de Maputo motivado pelo peso da fronteira de Ressano Garcia junto com a África do Sul nosso maior parceiro comercial.















