ExxonMobil Nomeia Johanna Boothey Para Liderar Operações Em Moçambique Numa Fase Decisiva Do Rovuma LNG

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  • Executiva australiana com mais de três décadas de experiência no sector energético assume liderança da empresa no país numa altura em que o consórcio da Área 4 prepara a decisão final de investimento do projecto Rovuma LNG.
Questões-Chave:
  • Johanna Boothey assume funções como Directora-Geral e Presidente do Conselho de Administração da ExxonMobil Moçambique a partir de 1 de Junho;
  • Executiva liderava anteriormente os projectos de expansão da ExxonMobil na Papua-Nova Guiné;
  • Nomeação ocorre numa fase crítica para o projecto Rovuma LNG, cuja decisão final de investimento é esperada para este ano;
  • ExxonMobil reforça aposta estratégica em Moçambique e no desenvolvimento dos recursos da Área 4 da Bacia do Rovuma;
  • Consórcio da Área 4 mantém igualmente investimentos sociais e comunitários em Cabo Delgado.

A ExxonMobil Moçambique anunciou a nomeação de Johanna Boothey para os cargos de Directora-Geral e Presidente do Conselho de Administração da empresa no país, numa decisão que ocorre num momento particularmente relevante para o futuro do sector de gás natural em Moçambique e para os planos de desenvolvimento do projecto Rovuma LNG.

Com efeitos a partir de 1 de Junho de 2026 e sedeada em Maputo, Johanna Boothey passa a liderar as operações da multinacional norte-americana em Moçambique, assumindo a responsabilidade de orientar as prioridades estratégicas da empresa, supervisionar as suas actividades e aprofundar o relacionamento institucional com o Governo, parceiros e comunidades locais.

A nomeação surge numa altura em que a ExxonMobil e os seus parceiros da Área 4 se aproximam de uma das decisões mais importantes da história recente do sector energético moçambicano: a Decisão Final de Investimento (FID) do projecto Rovuma LNG, considerada um marco determinante para o avanço da monetização das vastas reservas de gás natural existentes na Bacia do Rovuma.

Experiência Internacional Para Liderar Uma Nova Etapa

Johanna Boothey chega a Moçambique trazendo mais de trinta anos de experiência acumulada na indústria energética internacional, tendo desempenhado funções de liderança em diferentes geografias e contextos operacionais complexos.

Antes da sua transferência para Maputo, exercia as funções de Gestora de Desenvolvimento da ExxonMobil na Papua-Nova Guiné, um dos mercados de gás natural liquefeito mais relevantes da região Ásia-Pacífico. Nesse cargo, liderou importantes iniciativas de expansão e desenvolvimento de projectos de GNL, experiência que poderá revelar-se particularmente valiosa para os desafios que a aguardam em Moçambique.

Licenciada em Engenharia Química pela Universidade RMIT, na Austrália, a nova responsável da ExxonMobil Moçambique assume a liderança numa fase em que a empresa procura consolidar os avanços alcançados nos últimos anos e acelerar os preparativos para a execução dos investimentos associados ao Rovuma LNG.

Em comunicado, a empresa sublinha que espera que a nova liderança contribua para impulsionar a missão corporativa de alcançar a decisão final de investimento e avançar com a implementação do projecto, ao mesmo tempo que apoia o desenvolvimento económico de longo prazo do país.

Rovuma LNG Entra Em Fase Determinante

A chegada de Johanna Boothey ocorre num contexto em que o projecto Rovuma LNG volta a ganhar tração após o levantamento da situação de força maior anunciado pelos parceiros em 2025.

O empreendimento é desenvolvido pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), consórcio constituído pela ExxonMobil, Eni e CNPC, que detém uma participação de 70% na concessão da Área 4 da Bacia do Rovuma. Os restantes 30% encontram-se distribuídos entre a ENH, a Galp e a KOGAS.

A Área 4 alberga algumas das maiores descobertas de gás natural realizadas em África nas últimas décadas, com destaque para os reservatórios Mamba, que deverão alimentar a futura unidade de liquefacção a ser instalada na Península de Afungi, em Cabo Delgado.

No âmbito da divisão de responsabilidades do projecto, a ExxonMobil lidera a construção e operação das instalações de liquefacção e infra-estruturas associadas, enquanto a Eni é responsável pelas componentes upstream e pela produção dos campos de gás.

A expectativa manifestada pelo CEO da ExxonMobil, Darren Woods, é que a decisão final de investimento seja alcançada durante 2026, abrindo caminho para uma nova vaga de investimento estrangeiro directo de grande escala em Moçambique.

Investimento Social Mantém-se Como Pilar Estratégico

Paralelamente à preparação dos grandes investimentos energéticos, os parceiros da Área 4 continuam a desenvolver programas de impacto comunitário em Cabo Delgado.

Recentemente, a ExxonMobil Moçambique anunciou, em representação dos parceiros da Área 4, um pacote de contribuições avaliado em 1,5 milhões de dólares destinado ao financiamento de diversas iniciativas comunitárias na província.

Entre os projectos apoiados destaca-se o programa implementado pela associação Kama Mwezi, que prevê a produção de 14 mil kits de higiene menstrual reutilizáveis para raparigas do distrito de Palma, contribuindo para melhorar as condições de saneamento, saúde e permanência escolar das jovens beneficiárias.

Outras iniciativas incluem a expansão de programas de electrificação comunitária através da instalação de mais 500 postes solares, complementando os investimentos já realizados em 2024 e beneficiando milhares de famílias adicionais na região.

Nova Liderança Num Momento De Elevadas Expectativas

A nomeação de Johanna Boothey é interpretada por observadores do sector como um sinal de continuidade da aposta estratégica da ExxonMobil em Moçambique, mas também como um reforço da capacidade de execução numa fase considerada decisiva para o futuro do Rovuma LNG.

Num contexto em que o país procura transformar os seus recursos naturais em crescimento económico sustentável, geração de emprego e aumento das exportações, a concretização dos investimentos da Área 4 permanece um dos desenvolvimentos mais aguardados da economia moçambicana.

A nova liderança terá, por isso, a responsabilidade de conduzir uma agenda que combina desafios empresariais, exigências técnicas, relacionamento institucional e expectativas elevadas em torno de um dos maiores projectos energéticos do continente africano.