
Projecto TRISEG Vai Apoiar 200 PME em Moçambique, Com 60% do Apoio Direccionado a Empresas Lideradas Por Mulheres
A segunda fase do projecto TRISEG, financiado pelo Governo do Canadá, prevê apoiar 200 pequenas e médias empresas moçambicanas, das quais pelo menos 120 deverão ser detidas ou lideradas por mulheres. A iniciativa pretende melhorar a competitividade, acelerar a transformação digital e ampliar o acesso aos mercados internacionais, num contexto em que a diversificação das exportações e o fortalecimento do tecido empresarial continuam a constituir prioridades para a economia nacional.
Questões-Chave:
- Segunda fase do TRISEG prevê apoiar 200 PME moçambicanas, com 60% das oportunidades dirigidas a empresas detidas ou lideradas por mulheres;
- Iniciativa é financiada pela Global Affairs Canada e implementada pela TFO Canada, em parceria com o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas;
- Apoio empresarial concentra-se na competitividade, preparação para exportação, transformação digital e resiliência climática;
- Programa regional abrange 16 países, incluindo oito africanos, criando oportunidades de cooperação e desenvolvimento de relações comerciais;
- Maior participação das PME nas exportações poderá contribuir para diversificar a base produtiva e ampliar a integração empresarial nas cadeias de valor internacionais;
- Eficácia do projecto deverá ser acompanhada através da evolução das capacidades empresariais, do acesso efectivo a novos mercados e dos resultados comerciais alcançados.
Canadá Apoia Nova Fase de Desenvolvimento das PME Moçambicanas
Duzentas pequenas e médias empresas moçambicanas deverão beneficiar da segunda fase do projecto TRISEG, uma iniciativa de cooperação internacional destinada a melhorar a competitividade empresarial, promover a participação no comércio externo e fortalecer a capacidade das empresas de responder às transformações tecnológicas e ambientais.
O lançamento da nova fase decorreu em Maputo, assinalando a continuidade de um programa financiado pela Global Affairs Canada, entidade responsável pela cooperação internacional do Governo canadiano.
A iniciativa é implementada pela TFO Canada, em parceria com o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), e integra uma estratégia de promoção do crescimento económico inclusivo e sustentável.
O projecto estabelece como prioridade a participação de empresas detidas ou lideradas por mulheres, que deverão representar 60% do universo total de beneficiários.
Considerando a meta de 200 empresas, esta proporção corresponde a aproximadamente 120 PME, ficando as restantes 80 posições destinadas a outras empresas elegíveis.
A orientação reflecte a importância atribuída ao empreendedorismo feminino na expansão da actividade produtiva, na criação de emprego e no desenvolvimento de negócios com potencial de integração nos mercados internacionais.
Na cerimónia de lançamento, a chefe de Cooperação da Alta Comissão do Canadá em Moçambique, Pascale Thivierge, reafirmou o compromisso canadiano com o aprofundamento das relações económicas e comerciais entre os dois países.
A responsável destacou o papel das pequenas e médias empresas na promoção da inovação, criação de oportunidades de emprego e geração de prosperidade partilhada.
Exportações Constituem Uma das Prioridades do Programa
Uma das principais componentes do TRISEG está associada à preparação das PME para participarem de forma mais competitiva no comércio internacional.
O projecto pretende fortalecer as capacidades empresariais, melhorar o posicionamento das empresas nos respectivos mercados e facilitar a identificação de oportunidades comerciais além das fronteiras nacionais.
A expansão das exportações constitui uma dimensão importante do processo de diversificação económica, particularmente em países cuja estrutura de comércio externo apresenta elevada concentração em determinados produtos ou grandes empreendimentos.
A participação das pequenas e médias empresas nos mercados internacionais exige, contudo, competências e recursos que nem sempre se encontram disponíveis nas organizações de menor dimensão.
Entre os obstáculos habituais destacam-se a dificuldade de identificação de compradores, o cumprimento de requisitos técnicos e de qualidade, a obtenção de certificações, os custos logísticos e a limitada experiência em operações comerciais internacionais.
O fortalecimento destas capacidades poderá contribuir para melhorar a preparação das empresas moçambicanas e aumentar a sua possibilidade de estabelecer relações comerciais com clientes e distribuidores estrangeiros.
A concretização destes resultados dependerá igualmente das condições de produção, da disponibilidade de financiamento e da capacidade de assegurar fornecimentos regulares em quantidades e padrões de qualidade adequados.
Transformação Digital Ganha Espaço na Competitividade Empresarial
A adopção de soluções digitais constitui outra prioridade identificada pelo TRISEG.
O projecto pretende apoiar as empresas na utilização de ferramentas tecnológicas que contribuam para melhorar a gestão, a produtividade e a presença nos mercados.
A digitalização pode permitir às PME organizar melhor os seus processos administrativos, comerciais e financeiros, reduzindo determinados custos operacionais e melhorando a capacidade de acompanhamento das actividades.
As plataformas digitais também podem facilitar a promoção de produtos e serviços, a identificação de oportunidades comerciais e o estabelecimento de contactos com potenciais compradores internacionais.
Para empresas de menor dimensão, a utilização de canais digitais representa uma possibilidade de ampliar o alcance comercial sem depender exclusivamente de redes físicas de distribuição.
Contudo, a transformação digital exige investimentos em equipamentos, competências técnicas, conectividade e mecanismos de segurança informática.
O desenvolvimento destas capacidades deverá ser acompanhado por processos de formação e assistência técnica adaptados à realidade das empresas beneficiárias.
A incorporação de soluções tecnológicas deverá, assim, ser avaliada pelos ganhos concretos de eficiência e capacidade comercial, e não simplesmente pelo número de ferramentas digitais adoptadas.
Resiliência Climática Integra Agenda de Desenvolvimento Empresarial
A segunda fase do TRISEG incorpora igualmente uma componente orientada para o fortalecimento da resiliência climática das PME.
Esta dimensão assume particular relevância num país exposto a eventos climáticos extremos, cujos efeitos podem comprometer infra-estruturas, actividades produtivas e cadeias de abastecimento.
As pequenas e médias empresas apresentam frequentemente menor capacidade financeira para absorver perdas provocadas por cheias, ciclones, secas ou interrupções dos serviços essenciais.
A melhoria da resiliência empresarial pode envolver práticas de gestão de riscos, diversificação de fornecedores, maior eficiência na utilização de recursos e adopção de tecnologias adequadas às condições ambientais.
O projecto pretende desenvolver capacidades para que as empresas respondam melhor a estes riscos, integrando a adaptação climática nas suas estratégias de crescimento e competitividade.
A articulação entre sustentabilidade ambiental e desenvolvimento empresarial ganha importância perante a crescente valorização de critérios ambientais nas relações comerciais internacionais.
As empresas que consigam demonstrar melhores práticas de gestão ambiental poderão encontrar oportunidades adicionais em determinados mercados, embora o acesso efectivo dependa também de requisitos específicos de qualidade, certificação e desempenho.
Mulheres Deverão Liderar 60% das Empresas Beneficiárias
A meta de assegurar que 60% das empresas apoiadas sejam detidas ou lideradas por mulheres constitui uma das características centrais do projecto.
TRISEG | Meta de Apoio em Moçambique: 200 PME
| Beneficiárias | PME | Peso |
|---|---|---|
| Detidas ou lideradas por mulheres | 120 | 60% |
| Restantes beneficiárias | 80 | 40% |
| Total | 200 | 100% |
Distribuição calculada a partir da meta anunciada de 200 empresas e da proporção de 60% para empresas detidas ou lideradas por mulheres.
O apoio ao empreendedorismo feminino poderá contribuir para ampliar a participação das mulheres em actividades empresariais com maior potencial de crescimento e integração no comércio internacional.
Em muitos sectores, a passagem de negócios de pequena escala para operações empresariais mais estruturadas exige investimento em gestão, organização financeira, qualidade e desenvolvimento comercial.
O acesso a assistência técnica e oportunidades de relacionamento empresarial poderá melhorar as condições de crescimento destas iniciativas.
No entanto, o impacto económico deverá ser avaliado através de resultados concretos, incluindo o aumento das vendas, a entrada em novos mercados, a criação de emprego e a sustentabilidade financeira dos negócios apoiados.
A meta de participação feminina constitui um indicador de inclusão, enquanto os resultados comerciais e produtivos permitirão avaliar a contribuição do programa para o fortalecimento efectivo das empresas.
Rede de 16 Países Abre Perspectivas de Cooperação Comercial
O TRISEG integra uma iniciativa regional que abrange 16 países, incluindo oito economias africanas: Moçambique, Côte d’Ivoire, Etiópia, Quénia, Madagáscar, Nigéria, Senegal e Zâmbia.
A dimensão internacional do programa prevê a promoção de parcerias comerciais, partilha de experiências e criação de oportunidades de acesso a novos mercados.
Esta abordagem poderá favorecer o estabelecimento de relações entre empresas de diferentes países, permitindo identificar fornecedores, compradores e parceiros para o desenvolvimento de actividades comerciais.
A participação de Moçambique numa rede desta natureza poderá também contribuir para o intercâmbio de conhecimentos sobre processos de exportação, requisitos de mercado e modelos de desenvolvimento empresarial.
A existência de países africanos com diferentes estruturas produtivas e experiências de internacionalização oferece oportunidades de aprendizagem e cooperação.
Contudo, a transformação destes contactos em relações comerciais duradouras dependerá da capacidade das PME de apresentar produtos competitivos, assegurar padrões de qualidade e responder às exigências dos compradores.
A dimensão regional constitui, assim, uma plataforma potencial de internacionalização, mas os resultados dependerão da concretização de negócios e da continuidade das relações estabelecidas.
Fortalecimento das PME Pode Contribuir Para Diversificar a Economia
A importância económica do TRISEG está associada à possibilidade de fortalecer empresas nacionais e ampliar a sua participação em actividades de maior valor acrescentado.
O desenvolvimento de uma base empresarial competitiva constitui uma condição relevante para a diversificação produtiva, o aumento do emprego e a expansão das exportações.
A melhoria das capacidades de gestão, inovação, digitalização e adaptação climática poderá contribuir para tornar as PME mais preparadas para enfrentar a concorrência e integrar cadeias de fornecimento.
A internacionalização destas empresas poderá ainda estimular investimentos em melhoria da qualidade, modernização dos processos produtivos e desenvolvimento de novos produtos.
Contudo, os programas de assistência empresarial apresentam resultados mais consistentes quando são articulados com condições adequadas de financiamento, acesso a infra-estruturas e redução dos custos de contexto.
As dificuldades de crédito, logística, fornecimento energético e acesso a tecnologias podem limitar a capacidade das empresas de transformar a formação e a assistência técnica em crescimento efectivo.
A articulação entre programas internacionais de capacitação e políticas nacionais de desenvolvimento empresarial constitui, por isso, uma dimensão importante para ampliar os efeitos económicos das intervenções.
Resultados Deverão Reflectir Acesso Efectivo a Mercados e Crescimento dos Negócios
A segunda fase do TRISEG estabelece uma meta concreta de 200 PME apoiadas em Moçambique, com uma componente significativa de inclusão do empreendedorismo feminino.
O programa apresenta uma abordagem integrada, combinando competitividade, preparação para exportação, transformação digital e resiliência climática.
A sua contribuição para a economia nacional deverá ser avaliada pela capacidade de transformar estas intervenções em ganhos mensuráveis de produtividade, expansão comercial e criação de emprego.
A entrada de novas empresas nos mercados internacionais, o aumento das receitas de exportação e o desenvolvimento de relações comerciais sustentáveis constituem indicadores particularmente relevantes.
A participação das mulheres nos negócios apoiados também deverá ser acompanhada pela evolução da dimensão e da sustentabilidade das respectivas empresas.
O projecto cria, deste modo, uma oportunidade para fortalecer segmentos do tecido empresarial moçambicano que apresentam potencial de crescimento, mas enfrentam limitações técnicas, financeiras e comerciais.
A relevância económica do TRISEG estará associada à capacidade de converter o apoio às 200 PME em empresas mais competitivas, com maior participação nas exportações, melhores condições de adaptação climática e oportunidades concretas de expansão dos negócios.
















