
Moçambique deve realizar o seu potencial de nó logístico mundial
Há um despontar de oportunidades no sector logístico nacional e o sector empresarial deve estar atento as mesmas.
Moçambique é um país geoestratégico para prover soluções logísticas para a região e para o mundo, os seus portos combinados com a malha ferroviária e rodoviária colocam o país como um nó logístico de referência para as principais rotas marítimas do mundo. Disse o Vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alisson, aos participantes do “Fórum Económico Mocambique países árabes”, que decorreu semana, última em Maputo, organizado pela Camara de Comercio Árabe Moçambicana.
Dirigindo-se particularmente aos empresários e investidores presentes, o governante moçambicano disse que o evento se realiza num contexto bastante oportuno, na sequência das medidas de estímulo a economia anunciadas pelo Presidente da República, cuja implementação abrange em grande medida o ramo da logística, tema principal do fórum. Nesse sentido, o Vice-ministro, exortou os empresários e investidores presentes a se apropriarem das medidas, explorando as oportunidades e facilidades anunciadas para aprimorar os seus negócios e participar de forma activa na retoma da economia moçambicana, particularmente no que à logística concerne.
Amilton Alisson, indicou os temas debatidos no evento como potencialmente geradoras de soluções práticas para o aproveitamento das oportunidades reais quer para o lado do empresariado nacional quer pelo lado dos investidores árabes.
“Como governo continuaremos a criar condições favoráveis para acolher e viabilizar todas as iniciativas de investimento, ao mesmo tempo que procede a reforma para a melhoria do ambiente de negócios no país”. Disse o Vice-ministro dos Transportes e Comunicações.
Referindo ao potencial geoestratégico de Moçambique, Amilton Alisson, disse que o governo está a implementar um vasto programa de reabilitação, ampliação e modernização das suas infra-estruturas de transporte para melhorar a eficiência e fluxo de carga nos corredores de desenvolvimento do país. Destacou nesse sentido, a inauguração recente de novos terminais de carga bem como a dragagemdo Porto de Maputo para permitir recepção de navios de grande capacidade ao mesmo tempo que decorrem intervenções nas principais ferrovias combinadas com novos modelos operacionais que permitiram a eliminação de fronteira ferroviária como Ressano Garcia com África do Sul e Gobacom o Reino de Eswatini.
No corredor da Beira, o vice Ministro disse estarem a decorrer a reconstrução da linha férrea de Machipanda que vai melhorar o fluxo de mercadorias com o Zimbabwe, para além de trabalhos em curso em Mutarara, vila nova da fronteira que reestabelece a ligação ferroviária entre Moçambique e Malawi interrompida na década de 80. No corredor norte, o governante destacou no rol das iniciativas do Governo, investimento na ampliação e modernização do porto de Nacala com vista a aumentar a capacidade de manuseamento de carga, reduzindo o tempo de permanência dos navios e melhorando a qualidade de serviços prestados.
“ Em parceria com a República de Malawi, sob financiamento do Banco Mundial, estamos a implementar o projeto de comércio e conectividade na África Austral, uma iniciativa que visa aumentar a coordenação entre os países; reduzir os custos e o tempo das transações comerciais a nível regional; desenvolver cadeias de valor regionais e melhorar o acesso às infra-estruturas”, destacou o Vice-ministro, tendo acrescentado que com os investimentos indicados, despontam oportunidades para diversas iniciativas de desenvolvimento do empresariado nacional em parceria com os investidores árabes, mas não só, exortando os participantes para o estabelecimento de parcerias mutuamente vantajosas para a exploração dessas oportunidades.
Dirigindo-se particularmente aos investidores, o governante reiterou a abertura do governo no enquadramento das suas iniciativas dentro dos mecanismos estabelecidos nas diversas áreas de logística e outros sectores de actividade.













