
CFM deverá fechar o ano com 900 vagões
Pelo menos US$ 29 milhões estão a ser investidos no plano
Os investimentos com fundos próprios, num primeiro momento e, posteriormente, através de um crédito concedido pelo Standard Bank no valor de 29 milhões de dólares, estão a permitir este reforço da capacidade operacional dos CFM.
O crescimento da demanda, sobretudo nos corredores centro e sul do País, estão a determinar investimentos na capacidade de transporte da companhia ferroviária nacional, CFM.
Ainda este ano a empresa deverá receber 300 novas unidades circulantes, deste lote, 150 vagões estão neste momento em descarregamento , em Maputo. O plano de reforço de meios dos CFM de que faz parte a pressente operação se iniciou em 2017.
Os vagões agora recebidos pelos CFM, deverão ser posicionados na linha de Goba, para fazer face ao acordo existente com a sua congénere de Eswatini para livre circulação de comboios sem passagem de fronteira entre os dois países.

Outros 50 vagões deverão ser afectos a Linha do Limpopo, um corredor com potencial e demanda crescente, sobretudo, considerando-se o acordo existente com o Botswana para o transporte de mercadorias até ao Porto de Maputo. Outros meios deverão ser afectos a Linha de Ressano Garcia para atender a demanda crescente do mercado de minérios.
Para a região Centro, os planos existentes, segundo o PCA do CFM, Miguel Matabele, parte dos vagões adquiridos, pelo menos 100, servirão a Linha de Machipanda, que liga o Porto da Beira ao Zimbabwe e também o escoamento do carvão de Moatize e do Zimbabwe.
Conforme deu a entender o PCA do CFM, a estratégia da empresa é munir-se de condições operacionais para sustentar a conquista de trafego, com destaque para contentores e combustíveis, para os mercados da Africa do Sul, particularmente Mpumalanga, Zimbabwe e, internamente, o carvão actualmente explorado em Moatize pela mineradora Vulcan Minerals.













