
BNI acena empresas do Estado a rentabilizar capital ocioso
Com vista a aumentar a contribuição das Empresas do Sector Empresarial do Estado no financiamento ao sector produtivo, o Banco Nacional de Investimento – BNI, está, em coordenação com o Instituto de Gestão das Participações do Estado – IGEPE, a articular estratégias que possam conduzir ao incremento da contribuição das empresas do sector público no financiamento a economia, particularmente aos sectores com maior potencial produtivo e que demandam condições de financiamento mais comportáveis.
Em declarações ao O.Económico, a margem da apresentação dos resultados referentes ao exercício económico de 2020, o PCE do BNI, Tomás Matola, avançou que a articulação IGEPE-BNI visa, especificamente, mobilizar o excesso de liquidez existente em algumas empresas do sector estatal, para posteriormente repassa-los ao tecido empresarial a taxas de juro e condições de financiamento mais ajustadas.
“Nós temos que olhar para o Governo como um todo…todas as instituições do governo têm que encontrar uma forma de fazer sinergias e trazer soluções”, referiu Matola, acrescentando que, ao financiar as MPME´s, as empresas do Estado estariam, concomitantemente, a engendrar numa acção de responsabilidade social, sendo a contribuição das mesmas expressa pela diferença entre a taxa de juros de mercado e a dos financiamentos que o BNI disponibiliza. “Para estas empresas, não é uma oferta de dinheiro, é um investimento…vão receber juro”, frisou.
Tomas Matola, disse que o modelo e experiência na mobilização de recursos internos no âmbito das linhas de crédito Covid-19, designadamente, o empréstimo obrigacionista contraído junto do INSS, no valor de 600 milhões de meticais, tem espaço para ser replicado na perspectiva de optimizar o capital ocioso existente em algumas empresas do sector público.
Proposta pelo IGEPE, a iniciativa poderá aumentar a capacidade do Banco no financiamento de projectos de investimento e produtivos, contribuindo para o aumento do emprego e a oferta de produtos locais, promoção de exportações e substituição de importações com impacto directo na geração de mais divisas e melhoria das reservas internacionais líquidas, assim como melhor gestão da política cambial.


















