Censo brasileiro revela crescimento populacional no menor nível desde 1872

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O crescimento populacional anual do Brasil abrandou na última década para o seu nível mais baixo desde que os registos começaram há 150 anos, revelou a agência governamental de estatísticas na quarta-feira, 28/06, causado por um declínio de natalidade naquele que é um dos países mais populosos do mundo.

A maior nação da América Latina tinha 203.062.512 habitantes em Agosto de 2022, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,5% acima do último censo, em 2010, mas abaixo dos 213,3 milhões projectados em 2021.

O Fundo de População das Nações Unidas estimou, em meados de 2023, que o Brasil era o sétimo País mais populoso do mundo.

O crescimento populacional anual entre 2010 e 2022 atingiu 0,52%, segundo o IBGE, o menor desde o início da série, em 1872. O crescimento populacional do Brasil vem desacelerando desde a década de 1960, o que, segundo a agência, reflecte taxas de natalidade mais baixas.

“Em 2022, a taxa de crescimento anual foi reduzida para menos da metade do que era em 2010 (1,17%) “, disse o coordenador técnico do censo, Luciano Duarte, em nota.

O sudoeste do Brasil continua a ser a sua região mais populosa, abrigando cerca de 41,8% de toda a sua população ou 84,8 milhões de pessoas. É aí que estão localizadas as maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro.

A região menos populosa é o centro – oeste do País, conhecido por sua enorme produção agrícola, com 16,3 milhões de pessoas, acrescentou o IGBE.

O Brasil tradicionalmente divulga um novo censo a cada dez anos, mas o previsto para 2020 foi adiado para 2022 por causa da pandemia de COVID-19 e da falta de financiamento do Governo.

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