CFOs De Empresas Moçambicanas Mantêm Optimismo Para 2025-2026

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Estudo da Deloitte revela expectativas de crescimento, apesar da instabilidade política, riscos cambiais e incerteza global

Questões-Chave:
  • 50% dos CFO das maiores empresas mostram-se optimistas quanto ao futuro financeiro;
  • Expectativas de crescimento do PIB: 2,5% em 2025 e 3,5% em 2026;
  • 71% projectam manutenção ou aumento das receitas nos próximos 12 meses;
  • Estratégias dominantes: redução de custos (86%) e digitalização (71%);
  • 93% preocupam-se com flutuações cambiais e 86% com riscos geopolíticos;
  • 84% consideram elevado o nível global de incerteza económica;
  • Empresas adoptam medidas preventivas: planeamento de cenários e avaliações de impacto.

Metade dos directores financeiros das maiores empresas moçambicanas mantém uma visão optimista para o futuro, segundo o estudo “CFO Survey Moçambique”, realizado pela Deloitte entre Abril e Maio de 2025. Apesar das manifestações pós-eleitorais, da falta de divisas e da desvalorização do metical, os CFO acreditam em sinais de recuperação, apoiados em estratégias de resiliência e prudência financeira.

De acordo com o inquérito, 50% dos CFO de grandes empresas moçambicanas afirmaram estar confiantes quanto ao futuro, mesmo num contexto marcado pela instabilidade política e social. As projecções apontam para um crescimento económico de 2,5% em 2025 e de 3,5% em 2026, valores considerados moderados mas consistentes com uma retoma gradual.

No curto prazo, 71% dos CFO esperam manutenção ou aumento das receitas, enquanto 68% prevêem estabilidade ou crescimento nas margens operacionais. Para enfrentar o ambiente desafiante, as prioridades estratégicas recaem sobre a redução de custos (86%) e a digitalização (71%), associadas à moderação das despesas operacionais e a investimentos em tecnologia.

O estudo mostra ainda uma preferência clara pelo financiamento interno (57%) e pelo capital próprio (54%) como principais fontes de investimento. Em contrapartida, a contratação de empréstimos bancários ou a emissão de obrigações são vistas como opções menos atractivas, reflexo de uma postura cautelosa face ao risco.

A incerteza global é outro elemento relevante. 84% dos CFO consideram elevado o nível de instabilidade financeira e económica, e 79% afirmam que este não é um momento propício para assumir riscos adicionais no balanço das suas empresas.

As flutuações cambiais (93%) e os riscos geopolíticos (86%) surgem como as maiores preocupações. A escassez de moeda estrangeira e a desvalorização do metical são apontadas como factores que exigem vigilância redobrada.

Para mitigar os riscos, muitas empresas têm adoptado medidas preventivas como planeamento de cenários, avaliações de impacto e reforço de processos internos de resiliência. Estas práticas são vistas como fundamentais para garantir estabilidade num ambiente ainda incerto.

Segundo a Deloitte, a conjugação de optimismo moderado com prudência estratégica caracteriza a actual postura do tecido empresarial moçambicano: uma aposta no crescimento, mas com os pés assentes na realidade de um contexto económico ainda desafiante.

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