
Condições das empresas melhoraram apenas ligeiramente em Setembro – PMI Standard Bank
As condições nas empresas moçambicanas apresentaram somente uma melhoria ligeira em Setembro, de acordo com os mais recentes dados do inquérito do PMI™, uma vez que o crescimento na produção continuou a abrandar, ainda que o volume de novas encomendas tenha sofrido um aumento marginal.
De acordo com o Purchasing Managers’ Index™ (PMI™), do Standard Bank, o abrandamento resultou num menor aumento do emprego e apenas numa leve subida nos inventários, enquanto os prazos de entrega dos fornecedores continuaram a melhorar.
“Um aspeto encorajante é que os dados também indicaram um ambiente de inflação mais moderada”, indica o PMI
O PMI revela que como resultado do aumento mais lento dos preços globais dos meios de produção desde Fevereiro, os encargos com a produção aumentaram em menor escala.
“Apesar da redução da pressão sobre os custos, as empresas realizaram novos cortes na sua actividade de aquisição num contexto de crescimento reduzido das vendas”, diz o PMI
O PMI detalha que o volume de novas encomendas continuou a aumentar no mês de Setembro, uma vez que, em média, as empresas comunicaram uma maior procura por parte dos clientes. Contudo, tal como aconteceu em Agosto, a taxa de expansão foi apenas ligeira. Constata o PMI que os níveis de produção aumentam ao ritmo mais lento desde o início do ano, devido, em grande medida, ao cenário de baixa procura. Dos cinco sectores abrangidos pelo inquérito, apenas os dos serviços e do comércio por grosso e a retalho registaram um aumento da actividade. Em contrapartida, a produção caiu nos sectores da agricultura e da construção, enquanto o setor industrial não assistiu a qualquer alteração.
Apesar do crescimento mais ligeiro da catividade, constata o PMI, as empresas moçambicanas continuaram a acompanhar as suas cargas de trabalho durante o mês de Setembro, resultando numa queda nas encomendas em atraso pelo sétimo mês consecutivo. A mais recente queda foi a mais rápida desde Janeiro, embora modesta em termos globais.
observou-se uma redução no défice da conta corrente da balança de pagamentos, excluindo os grandes projectos, para 26,5% do PIB no segundo trimestre de 2023, após 29,8% do PIB em 2022. Observou-se igualmente uma nova descida do rácio da massa salarial do Estado em relação à receita para 53,5% no segundo trimestre de 2023, de 69,3% em 2022” .
De acordo com o economista, “estes desenvolvimentos, em conjugação com o abrandamento da inflação, com o valor mais recente de 4,9% ano a ano em Agosto, após um pico de 13% em Agosto de 2022, sugerem que o Banco Central poderá começar a considerar um corte nas taxas de juro, na reunião de Novembro do CPMO”.
“Prevemos um novo abrandamento da inflação para 4,8% no final do ano, mas não sem um crescimento mais lento do PIB fora do setor dos recursos naturais, que atingiu um nível de 2,5%, ano a ano, no segundo trimestre de 2023 e, provavelmente, atingirá uma média de 2,1% este ano, tendo descido de 3,9% no ano passado. Para a economia como um todo, prevemos uma aceleração do crescimento do PIB para 5,1% em 2024, após 4,6% deste ano, apoiada pelo investimento em GNL. A nossa previsão relativa à inflação para o final de 2024 de 5,9% reflete riscos decorrentes de eventos climáticos e do preço dos combustíveis.” Concluiu
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