·           Patrick Pouyanne, Presidente Executivo da TotalEnergies reuniu-se com o Presidente da República, Filipe Nyusi,  para discutir condições de retoma do Projecto Mozambique LNG na Área 1 da Bacia do Rovuma

O Presidente da República, Filipe Nyusi e o Presidente Executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, reuniram-se sexta-feira, 03/02, para analisar as condições de retoma do projecto de gás natural liderado pela multinacional a ser desenvolvido na bacia do Rovuma.  

A par das condições de segurança, as questoes humanitárias estão a ser cada vez mais importantes na gestão de risco do projecto, pelo que o assunto escalou para o topo da agenda.

Pouyanne “visitou o parque industrial de Afungi, a aldeia de reassentamento de Quitunda, as cidades de Palma e Mocímboa da Praia e reuniu-se com o Presidente Filipe Nyusi para discutir a situação de segurança e humanitária na província de Cabo Delgado, onde se situa o projecto de GNL de Moçambique”, lê-se no comunicado da multinacional .

Precisamente para dar uma resposta consistente aos aspectos humanitários, a Total Energies informou que que confiou a Jean-Christophe Rufin, um especialista em acção humanitária e direitos humanos, uma missão independente para avaliar a situação humanitária na província de Cabo Delgado.

“Esta missão irá também avaliar as acções tomadas pelo pelo projecto e irá propor quaisquer acções adicionais a implementar, se necessário. O relatório desta missão será entregue no final de Fevereiro e as suas conclusões serão partilhadas com todos os parceiros do Projecto Mozambique LNG na Área 1 da Bacia do Rovuma, que decidirão se estão reunidas as condições para a retoma das actividades do projecto”, acrescenta o comunicado.

A missão confiada a Jean-Christophe Rufin deverá permitir aos parceiros da Mozambique LNG avaliar se a situação actual permite retomar as actividades, respeitando os direitos humanos”, acrescentou o CEO da TotalEnergies, citado no comunicado.

“Desde 2021, a situação na Província de Cabo Delgado melhorou significativamente, graças, em particular, ao apoio prestado pelos países africanos que se comprometeram a restaurar a paz e a segurança”, disse Patrick Pouyanné no comunicado.

“O levantamento da força maior e a retoma das actividades no local do projecto de GNL de Moçambique exigem, em particular o restabelecimento da segurança na região, a retoma dos serviços públicos e o regresso à vida normal das populações da região.

O projecto de GNL de Moçambique da TotalEnergies, avaliado em US $ 20 bilhões, teve que declarar “força maior” em 2021 devido à agitação regional na sequencia de ataques terroristas que se abateram naz zonas limitofres da implementação do Projecto, particularmente a vila de Palma.

Força maior é uma cláusula nos contratos que permite que as partes se afastem quando ocorrerem circunstâncias fora do seus controlo, como ataques terroristas.

SUBSCREVA O.ECONÓMICO REPORT
Aceito que a minha informação pessoal seja transferida para MailChimp ( mais informação )
Subscreva O.Económico Report e fique a par do essencial e relevante sobre a dinâmica da economia e das empresas em Moçambique
Não gostamos de spam. O seu endereço de correio electrónico não será vendido ou partilhado com mais ninguém.