
Inflação tende a acelerar em 2025, segundo previsões internacionais
- Oxford Economics revê em alta a inflação moçambicana para 5,3% este ano
- A consultora britânica aponta o impacto dos protestos pós-eleitorais, a escassez de divisas e os preços regionais do milho branco como factores críticos para o aumento dos preços
A consultora britânica Oxford Economics reviu em alta a previsão da inflação para Moçambique em 2025, estimando uma média anual de 5,3%, impulsionada pelos efeitos persistentes da instabilidade social e política vivida após as eleições, bem como por factores externos como a carestia do milho branco na região e a escassez de divisas que penaliza as importações alimentares.
Num comentário enviado aos seus clientes, a que a agência Lusa teve acesso, os analistas do departamento africano da Oxford Economics sustentam que a inflação continuará a subir nos próximos meses, após ter encerrado 2024 com um crescimento médio dos preços de 3,2%.
Segundo o relatório, “a forte aceleração da inflação desde Dezembro reflecte o tumulto pós-eleitoral, que originou protestos generalizados, greves, actos de vandalismo e o encerramento temporário de fronteiras e portos”.
Apesar disso, os analistas sublinham que o ambiente de negócios mostra sinais de recuperação: “O sentimento empresarial melhorou desde Janeiro, com o índice de gestores de compras (PMI) a ultrapassar os 50 pontos em Março pela primeira vez desde Outubro”, indicam.
A inflação nos produtos alimentares e bebidas permanece elevada, pressionada pelos altos preços regionais do milho branco e pelas dificuldades enfrentadas pelos importadores devido à escassez de divisas. Esta situação tem gerado um efeito dominó sobre os preços no consumidor final, dificultando o acesso a bens essenciais.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) reportou recentemente um aumento marginal de 0,06% nos preços em Março, impulsionado sobretudo pelos sectores de vestuário e calçado, que contribuíram com 0,05 pontos percentuais para a variação mensal. Esta é já a sétima subida mensal consecutiva do Índice de Preços no Consumidor, após um período de quatro meses de deflação.
Em termos homólogos, os preços aumentaram 4,77%, com maior incidência nas divisões de “alimentos e bebidas não alcoólicas” e “restaurantes, hotéis, cafés e similares”, que registaram subidas anuais de 12,08% e 6,09%, respectivamente.
A inflação acumulada em 2024 situou-se em 4,15%, um valor inferior aos 5,3% de 2023 e bastante abaixo do pico de quase 13% verificado em Julho de 2022, demonstrando, contudo, que a trajectória ascendente poderá voltar a ganhar força, à luz dos factores conjunturais e estruturais em análise.
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