• Lula vence a segunda volta e ganha seu terceiro mandato de Presidente
  • Aos 77 anos, o candidato pelo partido dos trabalhadores (PT) venceu Jair Bolsoaro e terá um inédito 3º mandato
  • Foi uma campanha marcada por uma polarização histórica.
  • Jair Bolsonaro, actual Presidente, é o 1º presidente que não consegue se reeleger desde a redemocratização do País.

Após aquilo que ficará registado como a disputa eleitoral presidencial mais acirrada desde a chamada redemocratização, com uma campanha turbulenta marcada por uma polarização histórica, guerra suja nas redes sociais, batalha religiosa e episódios de violência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República neste domingo (30), ao derrotar no segundo turno Jair Bolsonaro (PL) actual ocupante do Palácio do Planalto, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

Um desfecho que se manteve incerto até ao fim, resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas.

Nessa altura Lula da Silva, tinha já 50,83% dos votos válidos marca que não poderia mais ser alcançado pelo actual Presidente, Jair Bolsonaro que disputava a reeleição.

Luiz Inácio Lula da Silva volta, assim, a governar o Brasil, 20 anos depois do primeiro mandato.

Lula da Silva começou por comemorar a vitória no Twitter. O futuro Chefe de Estado usou a rede social para mostrar a felicidade com o regresso à Presidência e partilhou uma foto da bandeira brasileira, que acompanhou com uma legenda em que era possível ler-se “Democracia”.

Concluído o apuramento, Lula ficou com 50,90% (60,3 milhões de votos), e Bolsonaro, com 49,10% (58,2 milhões de votos). Desde que as eleições presidenciais livres foram retomadas, em 1989, essa é a menor diferença tanto em termos percentuais quanto em números absolutos (2,1 milhões de votos a mais para o ganhador).

Ao superar a marca de 60 milhões de votos, Lula tornou-se o presidente eleito mais votado da história.

Já Bolsonaro é o primeiro presidente a fracassar na busca da reeleição desde a redemocratização. Ao longo da corrida eleitoral, seu Governo lançou diversas medidas para aumentar a popularidade e tentar ampliar as chances de reeleição.

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