
Mais de metade do fundo disponível para reabilitação da infra-estruturas destruídas pelos ciclones, já foi executado
Mais de 534 milhões de dólares dos 1.2 mil milhões disponíveis é o montante já executado pelo Gabinete de Recuperação Pós-Ciclones (GREPOC) e parceiros para a reabilitação de infra-estruturas públicas danificadas por fenómenos naturais.
Do global, 665.58 milhões, o correspondente a 55 por cento, são de implementação directa dos parceiros; 403.77 milhões (34 por cento) pelo GREPOC e 130.651 milhões (11 por cento) pelos parceiros com um mecanismo de coordenação conjunta com o gabinete.
Luís Mandlate, Director Executivo do GREPOC, disse ao “Notícias” que as intervenções prioritárias incluem todos os sectores, priorizados cm função da magnitude dos danos.
Indicou, ainda, que a Província de Sofala é a mais prioritária, com enfoque para a cidade da Beira e os distritos de Dondo, Nhamatanda e Búzi, mais afectados pelo ldai, seguindo-se Cabo Delgado. Em termos de actividades, privilegiam-se as que têm impacto directo na melhoria da provisão de serviços básicos para a população, como infra-estruturas de saúde e abastecimento de água e saneamento.
Esclareceu que, também, são prioritárias actividades que contribuem para o aumento da resiliência das cidades, como são os casos dos projectos de protecção costeira e drenagem.
Refira-se que as necessidades de reconstrução ascendem a 3.2 mil milhões de dólares, conforme estimativas feitas dias depois do desastre, sendo que a conclusão das obras está aprazada para finais de 2024.
Importa realçar que para os projectos estruturantes de reconstrução, como protecção costeira, drenagem da Beira Fase 2 e drenagem da cidade de Pemba, exige-se a realização de estudos de viabilidade e projectos de engenharia, para conferir a resiliência necessária às obras a serem feitas, o que significa mais tempo.
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