
Moçambique Avalia Acordo de Comércio Livre com os EUA Após Imposição de Tarifas Generalizadas
Questões-Chave:
- Governo moçambicano admite negociar acordo de livre comércio com os EUA para atenuar impacto de nova tarifa de 16%;
- Medida surge na sequência do decreto do Presidente Trump que impõe tarifas a países africanos, com Moçambique incluído;
- AGOA poderá ser via alternativa para garantir acesso isento de tarifas ao mercado americano;
- Conselho de Ministros considera explorar também outros mercados para mitigar os efeitos da decisão norte-americana.
Face à imposição de uma tarifa aduaneira de 16% sobre as importações moçambicanas decretada pelos Estados Unidos, o Governo de Moçambique está a considerar a negociação de um acordo de comércio livre com a administração norte-americana. A proposta visa assegurar condições mais favoráveis no acesso ao mercado dos EUA, bem como garantir a continuidade e previsibilidade das relações comerciais bilaterais.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, após a 20.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, que decorreu esta terça-feira em Maputo. Segundo explicou, o Executivo está a explorar alternativas diplomáticas e comerciais que permitam negociar a redução das tarifas impostas unilateralmente pelos EUA, no início de Abril.
“Estamos a avaliar a possibilidade de negociar um acordo de comércio livre entre Moçambique e os Estados Unidos, por forma a reduzir o impacto da nova tarifa e consolidar a relação bilateral”, declarou Impissa.
Uma das vias para esta negociação poderá passar pela renovação da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), que garante o acesso preferencial ao mercado norte-americano para vários produtos oriundos da África Subsaariana, incluindo Moçambique.
Tarifas e Moratória de 90 Dias
O novo quadro tarifário imposto por Donald Trump fixa uma tarifa-base de 10% para todas as nações, com aumentos diferenciados para países específicos. Moçambique foi incluído na faixa dos 16%, enquanto países como Madagáscar, Maurícias e Botswana enfrentam taxas de 47%, 40% e 37%, respectivamente. Apenas três países da SADC — Tanzânia, Eswatini e Comores — foram abrangidos pela tarifa-base.
Face à imposição de uma tarifa aduaneira de 16% sobre as importações moçambicanas decretada pelos Estados Unidos, o Governo de Moçambique está a considerar a negociação de um acordo de comércio livre com a administração norte-americana. A proposta visa assegurar condições mais favoráveis no acesso ao mercado dos EUA, bem como garantir a continuidade e previsibilidade das relações comerciais bilaterais.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, após a 20.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, que decorreu esta terça-feira em Maputo. Segundo explicou, o Executivo está a explorar alternativas diplomáticas e comerciais que permitam negociar a redução das tarifas impostas unilateralmente pelos EUA, no início de Abril.
“Estamos a avaliar a possibilidade de negociar um acordo de comércio livre entre Moçambique e os Estados Unidos, por forma a reduzir o impacto da nova tarifa e consolidar a relação bilateral”, declarou Impissa.
Uma das vias para esta negociação poderá passar pela renovação da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), que garante o acesso preferencial ao mercado norte-americano para vários produtos oriundos da África Subsaariana, incluindo Moçambique.
Tarifas e Moratória de 90 Dias
O novo quadro tarifário imposto por Donald Trump fixa uma tarifa-base de 10% para todas as nações, com aumentos diferenciados para países específicos. Moçambique foi incluído na faixa dos 16%, enquanto países como Madagáscar, Maurícias e Botswana enfrentam taxas de 47%, 40% e 37%, respectivamente. Apenas três países da SADC — Tanzânia, Eswatini e Comores — foram abrangidos pela tarifa-base.
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