
Moçambique estagna no combate a corrupção
Os resultados do Índice de Percepção da Corrupção referente a 2022., divulgados a 31/01, pela “Transparência Internacional” (TI), mostra que Moçambique continua mal posicionado no índice, sendo que, de 2021 a 2022 não observou qualquer variação.
Sobre o assunto, o Centro de Integridade Pública, CIP, observa que “a posição de Moçambique é estacionária. Em 2021 Moçambique obteve 26 pontos entre 180 países avaliados registando uma subida de 1 ponto em relação a 2020. Em 2022 o país voltou a registar a mesma pontuação obtida no ano anterior com o mesmo número de países a serem avaliados comparativamente ao ano transacto.
Para o CIP, a estagnação de Moçambique neste importante índice “quer isto significar que as medidas visando o combate à corrupção não estão a surtir os efeitos desejados, mesmo com a implementação por parte do Governo da Estratégia de Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública (2012 – 2025) e os recorrentes discursos políticos de combate à corrupção.”.
Julgamentos dos casos das “dívidas ocultas” e da ex-ministra do Trabalho não ajudou a melhorar a posição de Moçambique no índice da TI.
Segundo o CIP, o julgamento do caso das dívidas ocultas iniciado em Agosto de 2021 e da ex-ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, em Março de 2022, não foram capazes de ajudar o país a melhorar a sua posição no índice da TI.
“Pelo contrário, a percepção que continua a existir é a de que, não existe seriedade no combate à corrupção, mesmo com a realização esporádica de julgamentos de casos de “grande corrupção”.
O CIP considera que a posição de Moçambique no índice de corrupção da TI é bastante crítica, se assumirmos que o país só se posiciona acima da Guiné – Bissau (23) entre os países de língua oficial portuguesa, sendo que ao nível da região da SADC só supera países como Zimbabwe.













