Petróleo regista maior queda semanal em meses

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O petróleo registou as perdas semanais mais acentuadas dos últimos meses devido ao fortalecimento do dólar e as preocupações relativas ao impacto das restrições de viagens – para a contenção da propagação da varaiante Delta da Covid-19 na Ásia, especialmente a China –  sobre a recuperação global da procura de combustíveis.

O Brent, de referência mundial, perdeu mais de 6% na semana finda, a maior perda semanal em quatro meses. O West Texas Intermediate (WTI), produzido no West Texas – principal região petrolífera dos Estados Unidos – e negociado na bolsa de Nova York, caiu quase 7%, a  maior queda semanal em nove meses.

Segundo a agência Reuters, as novas restrições na China, o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, são apontadas como o principal factor por detrás do pessimismo nas perspectivas de procura de combustíveis e a consequente queda do preço da commodity. Com efeito, as importações de petróleo bruto daquele país asiático caíram diariamente em julho para 9,71 milhões de barris por dia (bpd), o quarto mês consecutivo de importações abaixo dos 10 milhões de bpd e uma queda acentuada relativamente ao recorde de 12,94 milhões de bpd de junho de 2020.

As perdas resultam, igualmente, do fortalecimento do dólar, atingindo o máximo de quatro meses contra o euro, após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, na sexta-feira, ter impulsionado as expectativas de uma mudança rápida para uma política monetária mais restritiva por parte da Reserva Federal, Banco Central dos EUA.

Prolongando as perdas da semana finda, esta segunda-feira (15:30min), o preço do barril de petróleo Brent caiu 1,87 dólares, ou 2,6%, para os 68,83 dólares por barril, enquanto que o  crude do West Texas Intermediate (WTI) caiu 1,96 dólares, ou 2,9%, para os 66,32 dólares.

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