Potencial Transformador do GNL Reforça Perspectiva de Moçambique Entre os Três Maiores Exportadores Africanos

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Questões-Chave:
  • Standard Bank organizou em Maputo reflexão estratégica sobre o papel do GNL na economia e sustentabilidade do País;
  • Projectos da Bacia do Rovuma podem colocar Moçambique entre os três maiores exportadores africanos de GNL;
  • Fáusio Mussá estima que os projectos começarão a contribuir de forma mais robusta para as receitas do Estado apenas a partir de 2032–2033;
  • TotalEnergies Mozambique LNG prevê gerar 4,5 mil milhões USD em contratos com empresas nacionais e cerca de 7.000 empregos;
  • Participantes defenderam reformas estruturais, redução da burocracia e integração de PME na cadeia de valor do gás.

O Standard Bank promoveu, recentemente, na cidade de Maputo, uma reflexão estratégica sobre o impacto do Gás Natural Liquefeito (GNL) na economia e na sustentabilidade de Moçambique. O encontro reuniu representantes dos principais operadores das Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, decisores políticos, especialistas e instituições financeiras, num debate centrado nas oportunidades e desafios que o GNL.

Administrador Delegado dobanco, Bernardo Aparício

Na abertura, o administrador-delegado do Standard Bank, Bernardo Aparício, destacou a importância de criar plataformas de diálogo que aproximem diferentes perspectivas sobre o papel do GNL. “O objectivo do Standard Bank, enquanto líder de opinião no sector de Petróleo e Gás, é juntar decisores para um debate aberto sobre o impacto destes grandes projectos, identificando formas de criar um crescimento inclusivo e maximizar os benefícios para todo o País”, afirmou.

O encontro abordou o potencial transformador do GNL, sublinhando que estes investimentos — considerados os maiores do sector privado em África — podem posicionar Moçambique como um dos três maiores exportadores do continente. A nível local, espera-se que a indústria impulsione a criação de empregos, contratos com fornecedores nacionais e transferência de tecnologia.

Fáusio Mussá, economista-chefe do Standard Bank

O economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, destacou na sua intervenção que os projectos de GNL deverão contribuir já nesta década para acelerar o crescimento económico e reforçar a oferta de moeda externa no mercado. Contudo, advertiu que “uma contribuição significativa para as receitas do Estado só deverá ocorrer a partir de 2032 ou 2033, à medida que diminuir o peso do reembolso do financiamento em alguns destes projectos”.

Um dos exemplos citados foi o Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, que durante a fase de construção deverá gerar 4,5 mil milhões de dólares em contratos com empresas nacionais, cerca de 800 milhões em receitas fiscais e criar aproximadamente 7.000 empregos para moçambicanos.

Durante o debate, os intervenientes defenderam a necessidade de acelerar reformas estruturais, reduzir a burocracia e reforçar a colaboração entre sector público e operadores de gás, de modo a potenciar receitas capazes de financiar um crescimento rápido e inclusivo. Foi igualmente sublinhada a importância de capacitar as Pequenas e Médias Empresas (PME), tornando-as competitivas para participar em toda a cadeia de valor do sector.

A iniciativa foi considerada uma oportunidade para aproximar sector privado, entidades governamentais e instituições financeiras, com vista a alinhar prioridades e identificar soluções conjuntas.

Com este encontro, o Standard Bank reafirma a sua posição de parceiro estratégico de Moçambique, promovendo debates que ajudem a remover obstáculos e a viabilizar um crescimento económico sólido, inclusivo e ambientalmente sustentável.

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