
Zimbabwe mantém a taxa de juro mais elevada de África estável nos 130%
- Preços mensais no consumidor ultrapassam o objectivo do banco central de 3%
- O custo de vida está a aumentar com a proposta de novos impostos e taxas
O banco central do Zimbabwe manteve inalteradas as taxas de juro oficiais após a sua primeira reunião desde a adopção de uma nova medida de inflação para reflectir a maior utilização do dólar americano na economia.
O comité de política monetária manteve a taxa de juro de referência em 130%, de acordo com um comunicado enviado por correio electrónico na segunda-feira, 04 de Dezembro, a partir da capital, Harare. O Zimbabwe tem as taxas de juro mais elevadas de África e é o segundo país do mundo a seguir à Argentina, onde a taxa oficial é de 133%.
O aumento surge depois de os preços mensais ao consumidor terem subido 4,5% em Novembro, contra 2,5% no mês anterior, ultrapassando o objectivo do banco central de 3%. Os aumentos dos preços dos géneros alimentícios e dos serviços de utilidade pública foram os que mais contribuíram para este aumento, de acordo com os dados da agência nacional de estatísticas.
“O Conselho de Administração manteve-se empenhado em prosseguir uma política monetária restritiva para salvaguardar a estabilidade macroeconómica prevalecente e assegurar que as expectativas de inflação permanecem ancoradas a curto e médio prazo”, afirmou o Governador John Manguyda no comunicado.
Nos últimos anos, o país da África Austral tem-se debatido com crises de inflação que corroeram os salários dos cidadãos comuns e alimentaram a volatilidade da sua moeda, o dólar do Zimbabwe. A moeda perdeu 89% do seu valor em relação ao dólar americano este ano e a inflação anual atingiu 176% em Junho.
O custo de vida no país da África Austral deverá aumentar ainda mais, uma vez que o governo planeia aumentar o preço de tudo, desde os passaportes às portagens rodoviárias. Está também previsto um novo imposto sobre o património de 1% sobre as propriedades residenciais com valor superior a US$ 100.000 dólares.
As autoridades fiscais do País, esperam que a inflação anual no consumidor abrande para 10% a 20% no próximo ano, de acordo com o Ministro das Finanças, Mthuli Ncube, que na semana passada apresentou o orçamento nacional aos legisladores.
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