
Espera-se um regresso com força ainda maior do que aquela que vinha sendo aplicada no Projecto de Gás Natural da Área 4 da Bacia do Rovuma, a julgar pelo anúncio que a petrolífera norte-americana fez, da decisão de aumentar a capacidade do inicialmente planeado para o terminal onshore de GNL do Rovuma. A decisão é atestada pelo “convite” feito as empresas a apresentarem a sua manifestação de interesse para um contrato, de pré-detalhamento que é comumente chamada de Front-End Engineering Design (sigla em inglês, FEED).
A Mozambique Rovuma Venture (MRV) é a operadora do bloco de águas profundas Área 4 na bacia do Rovuma, que deve alimentar a planta de exportação de GNL planeada para a península de Afungi a partir dos reservatórios de Mamba.
A joint venture é de propriedade da Eni, ExxonMobil e CNPC, e detém uma participação de 70% no contrato de concessão de exploração e produção da Área 4.
Além da MRV, a Galp, a Kogas e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos detêm, cada uma, uma participação de 10% na Área 4.
A ExxonMobil está a liderar a construção e operação da liquefacção e instalações relacionadas em nome da MRV, e a Eni está a liderar a construção e operação das instalações a montante.
Mais de US$ 22 biliões de dólares
Em 2019, a JV adjudicou um contrato de engenharia, aquisição e construção do complexo de produção onshore de GNL do Rovuma a um consórcio constituído pela JGC, Fluor e TechnipFMC (JFT).
O contrato permitiu o início das actividades do projecto Rovuma LNG, mas o projecto está adiado há anos devido à pandemia de Covid-19 e a preocupações de segurança, não tendo os parceiros tomado uma decisão final de investimento.
No entanto, parece que a ExxonMobil, a Eni e seus parceiros estão a retomar o desenvolvimento do gigantesco projecto que vale mais de US $ 22 mil milhões.
18 milhões de toneladas por ano
No plano inicial, a ExxonMobil e seus parceiros haviam indicado que o projecto inclui a construção de dois trens de liquefacção de gás natural, com uma capacidade total de 15,2 milhões de toneladas métricas por ano (MTPA) e instalações onshore associadas. No entanto, os parceiros estão agora a planear uma planta de GNL onshore com várias unidades de liquefacção, cada uma com cerca de 1,5 mtpa de capacidade nominal de projecto, para um total de até 18 mtpa para a primeira fase do projecto.
A ExxonMobil em Moçambique revelou isso mesmo, conforme se pode perceber, num anúncio divulgado na semana passada convidando as empresas interessadas a apresentarem a sua manifestação de interesse em fornecer um projecto de engenharia front-end e um potencial de engenharia, aquisição, construção e comissionamento para a parte midstream da primeira fase do projecto.
Conforme a licitação, a parte interessada deve fornecer provas de ser “um grande empreiteiro EPC com experiência comprovada” em plantas de GNL onshore.
De acordo com a ExxonMobil, os candidatos serão posteriormente obrigados a assinar um acordo de confidencialidade e enviar informações mais detalhadas em resposta a um questionário de qualificação emitido separadamente para estabelecer suas qualificações com base em critérios adicionais.
O prazo para a apresentação da manifestação de interesse está fixado para 31 de Março de 2023 ou antes das 17 horas, hora de Maputo.
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