
FA: ENI vai construir segunda plataforma FLNG para seus projectos em Moçambique
- A Eni assinou um acordo com a gigante de engenharia TechnipFMC para começar a trabalhar nos aspectos práticos da duplicação da sua unidade flutuante de GNL (FLNG) ao largo da costa norte de Moçambique, numa altura em que a concorrência pelo espaço de atracação FLNG está a aumentar em todo o mundo., avança o “Further Africa (FA)”
Segundo a publicação online FA, várias fontes confirmam que a Technip, multinacional francesa de engenharia com sede em Paris, que desenvolve projectos, tecnologias, sistemas e serviços no sector energético, já assinou um acordo para iniciar os trabalhos preliminares do que seria uma cópia integral da unidade Coral Sul FLNG, a primeira plataforma flutuante de gás natural liquefeito em águas profundas construída em todo o mundo e com uma capacidade de produção de 3,4 Mtpa (milhões de toneladas de gás liquefeito por ano).
Assim, após o sucesso da construção e instalação, a todos os níveis, da unidade FLNG, que foi o primeiro projecto de desenvolvimento relacionado com as descobertas feitas na Área 4 da bacia do Rovuma, a TechnipFMC, juntamente com a JGC Corporation e a Samsung Heavy Industries, todos parceiros no Consórcio TJS, onde o gigante francês da engenharia era o líder, pode agora esperar receber outro contrato importante da CORAL FLNG SA (consórcio liderado pela Eni).
Este contrato abrange os serviços de Engenharia, Aquisição, Construção, Instalação, Comissionamento e Start-up (EPCIC) para a instalação Coral South FLNG e seu sistema de riser submarino e linha de fluxo associado, bem como a instalação dos umbilicais e equipamentos submarinos.
A instalação flutuante de gás natural liquefeito (FLNG) será, tal como a sua “irmã gémea” já instalada e produtora de GNL desde Outubro do ano passado, projectada para produzir cerca de 3,4 Mtpa de gás natural liquefeito e ficará ancorada a algumas dezenas de quilómetros ao largo e a uma profundidade de dois mil metros na Área 4, ao largo de Cabo Delgado.
A Eni é a operadora da Área 4 com uma participação indirecta de 50%, através da Eni East Africa, que detém uma participação de 70% e a liderança do consórcio de exploração, CORAL FLNG SA. A Galp, a Kogas e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) têm, cada uma, uma participação de 10% no projecto, enquanto a China National Petroleum Corporation (CNPC) tem uma participação indirecta de 20% através da Eni East Africa.
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