
COMETAL sinaliza que indústria metalomecânica é viável e tem futuro
A Cometal uma empresa industrial que outrora, foi uma grande indústria de metalomecânica do País, tendo chegado a produzir nos seus momentos áureos, em média, cerca de 2500 vagões, e empregava cerca de 1000 trabalhadores, encontra-se numa espécie de regaste do seu passado, mas com os olhos no futuro. A Cometal parece querer mostrar que a metalomecânica não é apenas viável, mas pode se tornar competitiva e sustentável
A Cometal de hoje é um exemplo de determinação, resiliência e empreendedorismo, num sector a braços com uma série de constrangimentos de mercado, do ponto de vista de políticas que confiram melhor situação competitiva e de sustentabilidade, face, igualmente, as oportunidades que ainda existem e outras novas que têm estado a surgir.

Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno
O Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, visitou a fábrica, a nova Cometal, para testemunhar in loco o retorno desta, ainda que não a ribalta, nesta altura, mas possível esse cenário, se forem implementadas “políticas correctas”.
O Ministro disse após concluir a visita que as expectativas que tinha quando agendou a ida a Cometal foram correspondidas e mostrou-se bastante satisfeito.
Viu o Ministro, máquinas a serem reactividas ou recuperadas, produção voltada para o mercado interno, com destaque para vagões e atrelados complexos para serem usados nos sistemas de transporte de mercadorias.
“Eles fizeram o exercício de readmitir as pessoas que estiveram a trabalhar em tempos, mas também fizeram o esforço de trazer juventude para que se faça a transmissão desse conhecimento”, referiu Silvino Moreno, destacando a qualidade da produção executada pela Cometal.
O governante considerou que a revitalização da COMETAL é parte dos esforços de recuperação da indústria nacional, especificamente da recuperação de uma indústria metalomecânica que teve muito impacto na economia e espera que a breve trecho as outras linhas de produção também sejam recuperadas.

Entrega do primeiro atrelado articulado e bastante complexo à empresa Tropigália
Na sua visita a Cometal, o Ministro testemunhou a entrega do primeiro atrelado articulado e bastante complexo à empresa Tropigália que vai usar o equipamento nos seus trabalhos de distribuição e logística comercial. Para o Ministro, o acto que acabava de presenciar é o que Programa Industrializar Moçambique (PRONAI), busca promover.
Silvino Moreno, disse que empresas como a Cometal receberão da parte do Governo os incentivos necessários para que possam crescer e tornarem-se competitivos, mas realçou o facto de que a Cometal estar a fazer o seu trabalho e não a espera de incentivos. Sem avançar muitos detalhes o Ministro remeteu, num primeiro momento, as isenções de direitos aduaneiros na importação de matéria prima, mas igualmente outros tipos tipo incentivos dentro da Lei de Investimentos e do Código de Incentivos Fiscais.

Líder da unidade industrial, Amade Camal
Falando sobre o actual momento e perspectivas, o líder da unidade industrial, Amade Camal disse que a Cometal está com olhos não apenas para o mercado interno, como também para o mercado regional. A Cometal tem capacidade de fabricar cinco atrelados complexos por mês.
Amade Camal diz-se com os pés bem assentes no chão e reconhece os desafios, recusa-se a falar de sucesso, para já, reconhecendo que a estratégia está no caminho certo e começa a dar alguns bons resultados. Particularmente sobre os desafios, referiu-se a escassez de mão de obra qualificada para este sector. “ O País tem défice de mão-de-obra industrial qualificada, pois a Cometal tem recebido estudantes do nível técnico profissional, porém com alguma insuficiência de conhecimento empírico, o que se materializa em baixa produtividade, mas paulatinamente vai-se contornando esse desafio”, considerou e empresário, que acrescentou que em termos de oportunidades o mercado nacional é apetecível e tem capacidade para absorver tudo que se produz, mas reconheceu igualmente que o mercado está cada vez mais exigente
“A qualidade é um factor crucial. Não basta ter um produto com bandeira de Moçambique, ou um produto com o selo made in Mozambique, porque os consumidores compram o que tem qualidade e é competitivo”. Disse.
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