FMI concede mais US$ 60,6 milhões à Moçambique, ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado

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  • A orientação restritiva da política monetária adoptada é adequada para conter as pressões inflacionistas, diz o FMI

 O Conselho de Administração do FMI concluiu a segunda avaliação do acordo celebrado com Moçambique no âmbito do programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF), proporcionando ao país o acesso a 45,44 milhões de DSE (equivalente a cerca de US$ 60,6 milhões).

O comunicado do FMI refere que o acordo trienal realizado ao abrigo da ECF visa apoiar a recuperação económica de Moçambique, reduzir a dívida pública e as vulnerabilidades de financiamento, promovendo, ao mesmo tempo, um crescimento mais vigoroso e inclusivo através de reformas estruturais.

Segundo ainda o FMI, as autoridades tomaram medidas substanciais para enfrentar com determinação os desafios macroeconómicos e manter o programa no bom caminho, nomeadamente, no que diz respeito à redução da massa salarial e ao alinhamento das perspectivas orçamentais com os objectivos do programa.

Ao concluir a avaliação, o Conselho de Administração aprovou também o pedido das autoridades para a dispensa de cumprimento de dois critérios de desempenho, designadamente,  

  1. O critério de desempenho do final de Dezembro de 2022 relativo ao saldo orçamental primário interno, que não foi cumprido devido a derrapagens na execução da reforma da massa salarial e a quebras de receitas;
  2. O critério de desempenho contínuo relativo à não acumulação de atrasados de pagamentos externos públicos e com garantia pública, que não foi cumprido devido a atrasos no serviço da dívida por uma empresa pública.

O pedido de dispensa foi aprovado, diz o FMI, tendo em consideração as medidas correctivas adoptadas pelas autoridades.