• O comércio bilateral anual total foi superior a cinco mil milhões de dólares para o ano financeiro de 2022-23.

Moçambique exportou para o mercado indiano 1,2 mil milhões de dólares norte-americanos de carvão no último ano fiscal, o que consolida a posição que o país ocupa como fonte crucial de recursos minerais críticos para a Índia

A informação foi avançada, em Maputo, pelo Alto Comissário ela Índia em Moçambique, Ankan Banerjee, durante a realização do Fórum de Negócios Moçambique -Índia, tendo acrescentado que o comércio bilateral anual total foi superior a cinco mil milhões de dólares para o ano financeiro de 2022-23.

Segundo o diplomata, citado pelo diário “Notícias”, o comércio bilateral entre os dois países foi bem equilibrado, com as exportações moçambicanas também a rondarem os 2,6 mil milhões de dólares no último ano fiscal. “Moçambique é uma importante fonte de recursos minerais críticos para a Índia e além dos produtos agrícolas, fornece-nos carvão de coque que é fundamental para as fábricas de aço. Também constitui uma fonte crucial de ervilhas, castanhas de caiu e outros produtos agrícolas”, explicou.

Ankan Banerjee mostra-se também satisfeito pelo facto de várias empresas indianas estarem a manter relações comerciais boas com Moçambique, como é o caso da Mahindra Automobile, Tala Motors, Vulcan, JSPL, entre outras.

O diplomata explicou que no caso concreto da primeira unidade, tem sido a maior empresa de vencia de automóveis em Moçambique nos últimos cinco anos, para além de ter uma presença comercial no país há mais de 30 anos.

“A Tata Motors está também a desenvolver bons negócios neste país. A M/s Vulcan, ICVL e JSPL estão profundamente empenhadas no Sector da extracção de carvão. Vários outros fabricantes de produtos de consumo da Índia têm uma boa presença comercial em Moçambique”, acrescentou,

Banerjee disse que Moçambique constitui também um destino importante para os produtos farmacêuticos e cosméticos da Índia, tendo ainda a existência de um enorme interesse em aprofundar a parceria para benefício mútuo.

Por seu turno, o Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, disse que o volume de investimentos da Índia, em Moçambique, nos últimos dez anos, para além de contar com 119 projectos aprovados, posiciona-lhe em sexto lugar da lista dos 10 maiores investidores.

Esta posição demonstra uma capilaridade alinhada com a matriz das prioridades da acima do Governo moçambicano de diversificação produtiva, designadamente na agricultura, agro-processamento, hidrocarbonetos, comercialização agrícola, energia, logística, indústria farmacêutica e serviços médicos.

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