Financiadores visitam Projecto da Central Térmica de Temane, avaliam execução do projecto

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O projecto da Central Térmica de Temane (CTT), um investimento de 400 milhões de dólares, deverá levar electricidade a 1,5 milhões de famílias e contribuir com 40% da demanda do País, foi concebido para dar resposta à procura crescente de energia no País, a par do contributo para o aumento de exportação de energia para os países da região, melhorando a balança de pagamentos do País.

À luz do projecto, a central de Temane vai compreender igualmente uma linha de transmissão de alta voltagem de 563 quilómetros, e um projecto de Transmissão de Temane (TTP), sendo a primeira fase da interconexão da rede eléctrica da região sul às redes do centro e norte está avaliado a um investimento de 400 milhões de dólares.

“A ligação vai resultar num corredor de electricidade e assegurar uma rede mais estável e segura visando projectos de geração de energia renovável no futuro.

A TPP é detida na totalidade pela EDM e será financiada através de crédito concessional a ser concedido pelo Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco de Desenvolvimento Islâmico, OPEC Fund e governo da Noruega.

Conscientes da importância da CTT para Moçambique, a Alta Comissária Britânica Helen Lewis e o Embaixador da Noruega Haankon Gram-Johanessen deslocaram-se a Temane para aferir o estágio das obras de construção, tendo constado  uma execução satisfatória das mesmas  e dentro dos cronogramas estabelecidos.

Constataram os visitantes que, efectivamente, a CTT, encontra-se a meio da sua fase de construção, ou seja, uma central eléctrica de ciclo combinado a gás, com a capacidade de 450 MW que fornecerá electricidade à EDM ao abrigo de um contrato fornecimento de electricidade com a duração de 25 anos, contribuindo, desta forma, com cerca de 14% da capacidade de fornecimento de electricidade disponível para a necessidade do País.

Para além dos representantes dos governos britânico e norugues, a delegação que visitou a CTT incluiu também o Director Nacional Adjunto de Energia, Ortígio Nhanombe e o Presidente do Conselho de Administração da ENH Estevão Pale, o Administrador do Pelouro de Projectos e Desenvolvimento do INP José Branquinho,  Administrador para o Pelouro de Electrificação e Projectos da EDM, Joaquim Ou-Chim.

A Globeleq, uma empresa de capitais britânicos e noruegueses, é responsável pela construção da Central Térmica de Temane (CTT), como accionista maioritária, com cerca de 65% do capital social da CTT, sendo os outros accionistas a EDM, com 20% e a Sasol, com 15%.

Além deste projeto, a Globeleq está actualmente envolvida em outros empreendimentos significativos em Moçambique. Recentemente, a empresa anunciou o seu interesse em adquirir participações na Central Eléctrica de Mocuba, com uma capacidade de 40 MWp, localizada na província da Zambézia. Em Niassa, a Globeleq já iniciou o comissionamento da Central Eléctrica de Tetereane, no Distrito de Cuamba, apresentando uma capacidade de 19MWp, sendo este o primeiro projeto solar com um sistema integrado de bateria à escala de rede no país. Adicionalmente, a empresa está a liderar o desenvolvimento de um projeto eólico de Namaacha com 120MW em Namaacha, na província de Maputo. Tais iniciativas destacam o compromisso contínuo da Globeleq em contribuir com os objectivos do Governo de Moçambique de desenvolver o sector de energia com electricidade limpa e sustentável.

A Globeleq, detida pelos fundos soberados de dois governos, 70% pela British International Investment (BII) e 40% pelo Norfund é uma empresa líder de geração de electricidade em Àfrica, que desenvolve, detém e opera centrais eléctricas desde 2002, e a sua experiente equipe de profissionais construiu um portfólio diversificado de centrais de geração electricidade, gerando mais de 1.500 MW em 14 localidades em 6 países, com mais 722 MW em construção e mais de 2.000 MW em projectos de electricidade em desenvolvimento.

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