
Moçambique considera Quénia parceiro ideal no incremento do comércio intra-africano
O Governo moçambicano pretende transformar todo o potencial existente no país em oportunidades concretas e susceptíveis de estimular as trocas comerciais, bem como o investimento privado com o Quénia.
Discursando sexta-feira, 11/08, em Maputo, no Fórum de Negócios Moçambique-Quénia, que decorreu sob o lema “Desbloquear o potencial de comercio e investimento entre Moçambique e Quénia através do aprofundamento da cooperação mútua”, o Presidente da Republica, Filipe Nyusi, afirmou que Quénia é um parceiro ideal no contexto dos esforços em curso visando aumentar o comercio e investimentos entre os países africanos, preconizados, inclusive, pelo estabelecimento da Zona de Comércio Livre Continental Africana, de que ambos os países são signatários.
O Fórum de Negócios Moçambique-Quénia decorreu no contexto da visita de Estado, de três dias, que o Presidente queniano efectuou a Moçambique, com o objectivo de fortalecer relações de amizade e cooperação, entre os dois países africanos.
“É sabido que Moçambique é um país rico em recursos naturais, cuja exploração só será possível com investimentos significativos em sectores estratégicos da nossa economia”, disse Nyusi.
Sendo assim, segundo Nyusi, os investimentos devem conduzir à promoção de crescimento económico, impulsionado pelo vigor dos sectores de agricultura, indústria, energia, infra-estruturas e turismo, no qual resulta o desenvolvimento social que se traduz no combate à pobreza.
“Nesta perspectiva, abrimos espaço ao investimento directo nacional e estrangeiro”, assegurou.
Com efeito, Nyusi disse que o investimento estrangeiro deve ter a capacidade de desenvolver o tecido empresarial para a economia local, através da transferência da tecnologia, “know how”, criação de emprego, promoção do comércio internacional e o acesso aos mercados financeiros competitivos.
“Todavia, esse processo tem sido afectado pelos eventos climáticos extremos recorrentes, nomeadamente ciclones tropicais, que têm provocado a destruição da produção agrícola e de infra-estruturas, implicando a deslocação de pessoas e o desvio de fundos do orçamento para outras finalidades”, lamentou.
À esta crise climática, de acordo com o Chefe de Estado moçambicano, acresce o problema do endividamento externo, ainda mais caro, com a actual espiral inflacionista que resultou a subida substancial das taxas de juro em muitos países do mundo.
“Concordamos o debate lançado pelo presidente queniano que sugeriu a criação de um Banco verde, capaz de constituir um mecanismo que preencha o défice de financiamento de trilhões de dólares para parar com a crise climática, sendo financiado por impostos verdes aplicados na economia global”, disse.
Acrescentou que esse processo permitirá libertar mais fundos alocados às mudanças climáticas e reduzir o peso do endividamento dos países em desenvolvimento.
Nessa visita, a primeira que efectua a Moçambique, Ruto faz-se acompanhar de uma delegação, que inclui empresários daquele país da África Oriental.
Durante o Fórum de Negócios, os empresários dos dois países trocaram experiências e oportunidades de negócios, tendo como foco o estabelecimento de parcerias em vários domínios da actividade económica.
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