
Moçambique com mais quatro portagens em estradas nacionais a 14 de Setembro
O Governo moçambicano autorizou a introdução de mais quatro praças de portagens em três estradas do país, passando a cobrar a partir de 14 de setembro de 50 a 1.000 meticais (0,72 a 14,40 euros).
Num despacho conjunto de 18 de agosto, dos ministérios das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos e da Economia e Finanças, a que a Lusa teve hoje acesso, o Governo reconhece a “necessidade de se fixar taxas de portagem” nas praças de Nwamakevele, Zimbene, Lionde e Macarretane, nas estradas R453 Macia – Praia de Bilene, N101 Macia – Chókwè e R448 Chókwè – Macarretane, província de Gaza, “de acordo com o contrato de concessão”.
Em cada uma das novas praças – que se juntam às 12 já operadas pela Rede Viária de Moçambique (Revimo) – serão cobradas taxas de portagem de 50 meticais para viaturas de classe 1 (ligeiros) e de 200 meticais a 1.000 meticais para classes 2 a 4 (pesados).
O mesmo despacho prevê para os transportes colectivos e semicolectivos de passageiros, tratores sem e com atrelado um desconto de 75% e para os utilizadores frequentes, em função do número de viagens mensais, descontos de 7 a 60%.
Num outro despacho conjunto, da mesma data e que produz efeitos a 01 de setembro, são atualizadas as portagens das praças da Moamba e de Maputo, na estrada N4, respetivamente, para 240 a 1.800 meticais e de 40 a 550 meticais.
Ageência Lusa já tinha avançado, no passado dia 18 de Agosto, que as receitas da Revimo, responsável pela construção, conservação e exploração de várias estradas nacionais, cresceram 67,3% em 2022, para 1.898 milhões de meticais com as novas portagens implementadas.
De acordo com o relatório e contas de 2022, a Revimo fechou o ano com a gestão de 667,5 quilómetros de estradas de cinco províncias, com 12 portagens, mais seis no espaço de um ano, e o crescimento de 181% no tráfego médio diário anual, que passou para 48.075 viaturas.
Globalmente, o volume de tráfego nas estradas geridas pela Revimo aumentou para 17.547.355 viaturas no ano passado, “principalmente devido ao início da operação das portagens da Circular de Maputo”.
A empresa, que conta com 562 trabalhadores e é detida em 70% pelo Fundo de Estradas de Moçambique, além do Fundo de Pensões do Banco de Moçambique e do Instituto Nacional de Segurança Social, cada um com uma participação de 15%, viu os lucros crescer quase 15% em 2022, para mais de 144,3 milhões de meticais (dois milhões de euros).
As concessões entregues pelo Estado à Revimo envolvem 287 quilómetros da N6, entre a Beira e Machipanda, 71,4 quilómetros da Circular de Maputo, 12 quilómetros da R804, entre Marracuene e Macaneta, 187 quilómetros da Ponte Maputo – KaTembe e estradas de ligação, 32 quilómetros da R453, entre Macia e Praia do Bilene, 61,7 quilómetros da N101, entre Macia e Chókwè, e 21,8 quilómetros da R448, entre Chókwè e Macarretane.
Na mensagem da administração que consta do documento é referido que a Revimo “prosseguiu com firmeza a caminhada iniciada em 2019, rumo à consolidação do seu papel como parceiro estratégico na gestão e rentabilização das infraestruturas rodoviárias e serviços correlacionados”.
“O aumento de praças de portagem permitiu o alcance de um outro marco no crescimento da Revimo: o número de viaturas atendidas nas estradas sob a nossa gestão atingiu 17,5 milhões, que esteve 181,1% acima da cifra registada em 2021”, acrescenta-se na mensagem.
A administração garante igualmente que “o grande marco para o ano 2023 será a conclusão das obras de manutenção das estradas Macia – Praia do Bilene e Chókwè – Macarretane e de reabilitação da estrada Macia – Chókwè”, infraestruturas “que irão contribuir para maior aproveitamento do potencial agrário de Chókwè e turístico da Praia do Bilene”.
“Com a conclusão das obras destas estradas daremos início à operação das praças de portagem de N’waMaquevele, Zimbene, Lionde e Macarretane. As perspetivas da aceleração do crescimento da economia e do início de gestão de novas infraestruturas desafiam-nos a postar continuamente na melhoria da qualidade dos serviços prestados aos utentes e criar condições para abraçar mais projetos futuros”, admite ainda a administração.
Reabertura Da Linha Do Limpopo Sofre Novo Atraso, Agora Para Maio
14 de Abril, 2026
Mais notícias
-
Em apreciação novo certificado fitossanitário para bens de exportação
22 de Dezembro, 2023 -
Sector Privado Quer Mais Envolvimento no Debate Sobre a Transição Energética
3 de Novembro, 2023
Conecte-se a Nós
Economia Global
Mais Vistos
Sobre Nós
O Económico assegura a sua eficácia mediante a consolidação de uma marca única e distinta, cujo valor é a sua capacidade de gerar e disseminar conteúdos informativos e formativos de especialidade económica em termos tais que estes se traduzem em mais-valias para quem recebe, acompanha e absorve as informações veiculadas nos diferentes meios do projecto. Portanto, o Económico apresenta valências importantes para os objectivos institucionais e de negócios das empresas.
últimas notícias
Mais Acessados
-
Economia Informal: um problema ou uma solução?
16 de Agosto, 2019 -
Governo admite nova operadora para a Mozal após suspensão das operações
14 de Março, 2026












