Grupo empresarial quer alavancar economia nacional

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O grupo global de empresas, parceiros, projectos e plataformas, Future Trends Group (FTG) tenciona elevar “drasticamente” a economia moçambicana num período de oito anos. A intenção foi manifestada, recentemente, em Maputo, pelo presidente do grupo FTG, Farzam Kamalabadi, numa audiência concedida pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.

Trata se de um programa tido por “Ascensão Surpresa de África ou Ascensão Pacifica e Colectiva de África” para o desenvolvimento da economia de pelo menos 20 das 54 nações do continente, sobretudo Moçambique.

Segundo Kamalabadi, dos 20 países africanos onde vai se implementar a iniciativa, Moçambique será o foco do programa por acolher os mais diversos recursos. “Estamos envolvidos no desenvolvimento da economia de diversas nações como a China, Omã e agora o foco é África, queremos nos focar em Moçambique para que o país se tome uma nação líder neste processo”, disse Kamalabadi, falando à imprensa.

Referiu que se vai trabalhar em todos os sectores de actividade, desde a Agricultura, Mineração até o Petróleo, Gás e Energia, convergindo todos os recursos para os capitalizar, monetizar, digitalizar e multiplicar. “Moçambique e África, em geral, não precisam de ajuda externa, são a fonte, toda a riqueza está aqui. Será o inverso, [do que ocorre actualmente]. Moçambique vai gerar e exportar riqueza, isto porque nós criamos as máquinas de construção da riqueza aqui”, apontou. A fonte anotou que Moçambique é o maior produtor de gás e simultaneamente maior detentor de recursos do continente, pelo que defendeu a transformação dessa riqueza num activo que produz mais riqueza.

“Vocês têm mais riqueza que a Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos até Qatar. Não estamos contra a Europa, Estados Unidos ou qualquer outro, apenas queremos que todos cresçam, mas agora é tempo de África, sobretudo Moçambique”, referiu. “É possível transformar essa riqueza num activo financeiro que pode gerar ainda mais riqueza. Eu vejo Moçambique em oito anos e não 10, a ter um desenvolvimento como o de Califórnia, Miami e São Francisco”, acrescentou.

O também fundador do grupo FTG comparou o país a um iceberg, referindo que o iceberg está três por cento fora da água e 97 por cento na água. Deste modo, defendeu a produção de riqueza com base nos 97 por cento, ocultos, que são a riqueza do subsolo nacional.

Concluiu dizendo que “os estudantes e chanceleres das academias moçambicanas vão escrever dissertações sobre como Moçambique pode crescer, os líderes e as pessoas daqui têm o elemento importante de transformar as habilidades e desafios em activo e isso é o que vai acontecer com Moçambique”.