
Transformação ESG nas organizações: recomenda-se convergência com as boas práticas e existem oportunidades, afirma Manuel Mota, líder da área de sustentabilidade e alterações climáticas da Ernst Young, para Portugal – Angola – Moçambique.
O continente africano é reconhecido pelo seu potencial de riqueza mineral e de hidrocarbonetos muito grande, e o mundo está de olhos nesses recursos o que representa uma oportunidade para o continente de transformar a sua economia.
As analises sugerem que África precisa de olhar para a sua economia e desenvolvimento de uma forma integrada, por forma a maximizar as oportunidades.
Eu acho que o mundo precisa muito desses minerais”, disse Manuel Mota, Líder da área de sustentabilidade alterações climáticas da Ernst Young para Portugal – Angola – Moçambique, numa alocução no decurso de um business breakfast realizado pela firma, em Maputo.
“Mas, obviamente, isso implica que as organizações que trabalham na sua produção tenham a capacidade de implementar políticas de circularidade de reintrodução desses mesmos materiais e não conduzindo assim ao seu desperdício”, disse Manuel Mota aflorando sobre o tema da sustentabilidade no aproveitamento das oportunidades e potencial de recursos naturais de que Áfrioca dispõe.
O advento da transição energética, segundo o especialista, vai requerer por muito mais tempo de ambos, o petróleo e o gás natural, por muito mais tempo.
“Mas a verdade é que vamos precisar um pouco de todas essas energias nesta mesma transição e, portanto, os cenários da Agência Internacional de Energia (AIE) apontam para reduções em 2050 do petróleo em cerca de 70% e do gás em 50% Isso quer dizer que com o desenvolvimento que vamos ter, o crescimento da população e desenvolvimento económico dos vários países no mundo vão implicar que ainda haja naturalmente petróleo e gás, mesmo em 2050”, afirmou Manuel Mota.
Considerou que no presente as industrias energéticas estão a reinventar-se e a direccionar capitais para energias renováveis, ao mesmo tempo que trabalham na mitigação das suas actividades
“No fundo, descarbonizando ao máximo aquilo que é sua actividade, mesmo que ligada a estes sectores. E, portanto, eu acho que Moçambique aí tem uma oportunidade enorme, de a par com o desenvolvimento da exploração do gás, que é de facto uma das grandes reservas mundiais”. Ajustou Manuel Mota.
Para ele, o que se impõe é ter capacidade com essa exploração, investir também no futuro e garantir segurança no que diz respeito a disponibilidade energia para as pessoas. “Eu acho que é por aí que temos de começar e que no fundo, [Moçambique] consiga também fazer uma transição gradual para energias que sejam renováveis, mais verdes e que depois da segurança e da capacidade que as pessoas vão ter de aceder seguramente a essa energia, tanto a preços acessíveis, ao mesmo tempo que se assegura que essa energia seja, pelo menos no longo prazo, cada vez mais sustentável.
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