
BAD oferece cinco fórmulas para uma arquitectura financeira global mais justa com desenvolvimento benéfico para África
Devido ao facto de a arquitectura financeira internacional não fornecer a escala de recursos necessária para permitir que África alcance as suas prioridades de crescimento e desenvolvimento, para além da lacuna de financiamento de 1,2 biliões de dólares até 2030 para financiar os seus Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, o Banco Africano de Desenvolvimento, através do seu Presidente, Akinwumi Adesina, avanca com cinco formulas para ultrapassar a situação, designadamente, pelas quais a arquitectura financeira global poderia tornar-se mais justa:
- Primeiro, o aumento do financiamento para o desenvolvimento global proporciona oportunidades para alavancar o sector privado. Ele disse que os bancos multilaterais de desenvolvimento devem implementar instrumentos de mitigação de risco – incluindo a mitigação do risco cambial – para alavancar os quase 145 biliões de dólares em activos sob gestão por investidores institucionais para projectos relacionados com o clima.
- Simplificar a arquitectura global de financiamento climático, tornando-a mais bem coordenada e reforçando a capacidade dos países para aceder aos fundos climáticos. Sugeriu que os empréstimos deveriam conter cláusulas de contingência que libertassem os países do reembolso de empréstimos quando enfrentassem choques climáticos.
- os bancos multilaterais de desenvolvimento devem alterar os seus modelos de negócio para fornecer maiores volumes de financiamento concessional aos países. Ele disse que era necessário acelerar o Quadro Comum do G20 para o Tratamento da Dívida para concretizar a reestruturação e a resolução da dívida mais rapidamente.
- uma melhor capitalização dos bancos multilaterais de desenvolvimento. Segundo Adesina, isto requer um aumento na sua base de capital, especialmente através de grandes aumentos no capital realizado, que é necessário para alavancar mais financiamento.
- tornar a arquitectura financeira global mais justa e que uma parte dos Direitos de Saque Especiais (DSE) do FMI dos países doadores de DSE seja canalizada para bancos multilaterais de desenvolvimento. Explicou que o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Interamericano de Desenvolvimento desenvolveram um modelo que permitiria que os DSE fossem alavancados por um múltiplo de três a quatro, preservando ao mesmo tempo a qualidade dos seus activos de reserva.
O Presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento disse ser agora necessário que cinco países doadores formassem um grupo e ajudassem a recanalizar os DES para África através do Banco Africano de Desenvolvimento. A Directora-Geral do FMI, Kristalina Georgieva, sentada ao lado de Adesina, disse que sua instituição apoia o modelo.
Adesina disse que uma recanalização de DSE de 25 mil milhões de dólares criaria 100 mil milhões de dólares em financiamento adicional para África.
O Chefe do BAD disse que a recanalização dos DSE não teria qualquer custo para os contribuintes dos países doadores e que não haveria risco de perda. Explicou que a recanalização de DSE através de bancos multilaterais de desenvolvimento era o melhor modelo disponível para alavancar e entregar os biliões de dólares necessários para que o desenvolvimento fosse acelerado.
Ele disse que a emissão de 500 mil milhões de dólares em novos DES para combater as alterações climáticas – se recanalizada através de bancos multilaterais de desenvolvimento – proporcionaria 2 biliões de dólares em financiamento do desenvolvimento global, complementando os esforços do FMI.
“Para alcançar um mundo justo, mais justo e equitativo, devemos mudar a estrutura, a conduta e o desempenho da arquitectura financeira global”, concluiu Adesina, acrescentando que o futuro colectivo do mundo depende disso.
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